Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

A taxa "Robin dos Bosques"... ou como paguei um queijo fresco e trouxe dois

 
Aqui há umas semanas ouvi nos noticiários, que o estado português pretendia vir a aplicar em Portugal a chamada taxa “Robin dos Bosques”.  Esta taxa não é nada mais, nada menos do que um imposto aplicado às petrolíferas e cujo montante cobrado é depois aplicado em causas sociais. Embora o Presidente da Comissão Europeia tenha sido favorável à sua aplicação, as petrolíferas rejeitaram desde o início esta nova contribuição.
 
Logo de seguida, e apesar de tanta controvérsia, várias entidades comerciais e também consumidores, começaram desde logo a aplicar a já referida taxa “Robin dos Bosques”, não esperando por qualquer consenso das autoridades governativas.  Gostaria assim de partilhar com quem lê este texto o caso da Staples e também testemunhar como eu própria revelei uma forte adesão a tudo isto não fosse eu uma mulher tão receptiva à mudança, arrojada e “muito à frente” do meu tempo.
 
Detectei a situação referente à Staples, quando lá me dirigi a fim de imprimir um documento. Quando chegou a minha vez inquiri sobre o preço de cada página, dei a pen ao funcionário para que a ligasse ao computador e até lhe disse que ele lhe devia dar “um jeitinho” para que fosse reconhecida, pois ela por vezes “faz mau contacto”.  Paguei as impressões, pedi uma factura e quando cheguei a casa detectei que me tinham sido cobrados 0,10 € de TAXA DE ABERTURA DE FICHEIRO DE PEN / CD ATÉ 10 FOLHAS. Depreendi logo que a Staples já roubava aos ricos para dar aos pobres, embora não tivesse compreendido quem eram os ricos (eu não seria de certeza) e quem seriam os pobres que iriam usufruir de tal medida. No entanto, acredito que depois de passado o período experimental de aplicação do imposto tudo se irá clarificar.
 
Já o meu caso pessoal está intimamente relacionado com o facto de eu ser uma vítima da escalada dos preços dos combustíveis e por essa razão dever usufruir das contribuições angariadas por esta medida.  Decidi então por minha própria iniciativa aplicar a taxa no hipermercado Jumbo. Este hipermercado prima pela falta de operadores de caixa, sobretudo às horas de maior afluxo, e é quase impossível, ao final da tarde, conseguir um tempo de permanência inferior a 30 minutos nas filas das caixas.  Para tentar ultrapassar esta dificuldade tentei por algumas vezes usar as caixas self-service sem sucesso - ou porque os códigos dos produtos não são reconhecidos ou porque o pagamento não se efectua ou porque a máquina simplesmente encrava.
 
Mas apesar de tudo isto, num momento de desespero vejo uma dessas caixas ali toda verdinha sem ninguém de volta dela e corro para lá antes que qualquer outro cliente a alcançasse. Pego nos sumos e corre tudo bem, a seguir vêm os iogurtes e nem uma mensagem de erro, mais um conjunto de iogurtes e começo a ficar cheia de confiança.  Quando chega à vez dos queijos frescos fico apreensiva pois normalmente o operador necessita sempre de digitar manualmente o código; sinto as mãos a suar e o coração a palpitar mais fortemente mas numa total surpresa oiço o “plim” de que tudo estava bem.  
 
Pensava já que não iria encontrar nenhum obstáculo quando tentei passar o código da outra embalagem de queijo fresco que estava muito bem agarradinha à primeira e nada. Mais duas ou três tentativas e nada. A máquina pedia-me que colocasse o produto no saco. Tentei manter a calma e lentamente tentei separar as duas embalagens ao mesmo tempo que pensava que aquilo não iria resultar – haveria sempre um desequilíbrio de massa nos cestos da máquina pois tinha levantado duas embalagens e só podia depositar uma e como consequência também não poderia registar outra.  Olho para um lado, olho para outro e vejo um mar de gente à espera de vez e a operadora que dá assistência ocupada a resolver um problema. A rapidez de raciocínio era obrigatória, pois teria de decidir o que fazer sem prejuízo da minha parte e além do mais estava com muita pressa.  
 
Não hesitei e apliquei a taxa “Robin dos Bosques” – coloquei os dois queijos frescos no check-out, paguei o que tinha a pagar e os 0,62 € do queijo que não paguei reverteram a meu favor, a vítima dos aumentos sucessivos da gasolina.
publicado por Veruska às 21:43

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3 comentários:
De Carlos Barros a 22 de Fevereiro de 2009 às 18:48
E Os tempos que se avizinham, serão sempre para pior, depois do Robin dos Bosques virá, pois não sei.

Beijo
De Veruska a 23 de Fevereiro de 2009 às 18:54
Há que ter esperança! :)
De guiga a 26 de Fevereiro de 2009 às 17:26
Depois ensina-me a técnica! ;P
*.*

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