Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Homens ricos procuram-se... ou como o orgasmo feminino tem tanto de psicológico

 

Hoje vou falar do orgasmo, nomeadamente do orgasmo feminino, e sei que por isso o número de cliques por aqui vai disparar. Mas, lamento desapontar todos aqueles que aqui chegam com ânsia de encontrar pormenores sobre a minha própria experiência orgástica; isso simplesmente não vai acontecer!
 
Recentemente tive conhecimento de um estudo científico levado a cabo pelo psicólogo Thomas Pollet, da Universidade de Newcastle, que o levou a concluir que quanto maiores forem os rendimentos do parceiro mais frequente é o orgasmo da respectiva parceira. Isto parece vir reforçar outros estudos já efectuados em que se conclui que a simetria física e a atracção, embora muito importantes para atingir o maior momento de prazer sexual, não têm a relevância do tamanho da conta bancária.Mas se a esta conclusão, juntarmos outra que cai no domínio do conhecimento empírico – “Quanto maior for o grau de instrução de homem, menos actividade sexual ele vai proporcionar” – rapidamente surge uma incongruência. 
 
Desde pequena que sempre ouvi lá por casa dizerem-me “tu estuda rapariga que é para um dia conseguires um bom emprego com um bom salário” e tenho a certeza que, como eu, muitas outras pessoas ouviram e continuam a ouvir este tão universal conselho. Seguindo esta lógica, um homem bem sucedido na vida deverá ter no mínimo uma licenciatura, ou mesmo que não possua nenhum grau académico deverá possuir uma formação adequada e espírito empreendedor para que atinja o sucesso.
 
Então, se os homens com dinheiro têm uma actividade sexual de fraca qualidade porque é que eles proporcionam um maior número de orgasmos femininos? Talvez porque ande por aí muita mulher a fingir aquilo que não sente ou então porque este estudo não tem sentido nenhum!
 
E já agora, para quando um estudo semelhante mas em que o grupo de estudo seriam os homens.  Aposto que a conclusão seria precisamente a inversa.
 
publicado por Veruska às 14:58

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

O Presidente... ou uma celebração um pouco diferente

 

  

Hoje a inspiração não é muita, mas sinto a necessidade de mais uma vez partilhar as coincidências que surgem na minha vida. Desta feita, tudo tem a ver com a tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama.
 
Ontem, ao final da tarde, chego a casa, ligo a televisão (agora que já voltei a ter sinal de TV Cabo…) e fico deslumbrada com a cerimónia da tomada de posse do presidente: adorei a sua expressão facial que me revelava uma serenidade total que eu só conseguiria aparentar se fosse fortemente medicada, gostei do sorriso de felicidade da sua esposa, impressionei-me com a resistência dos americanos ao frio extremo de Washington e até me senti vibrar com “besta” presidencial.
 
Eu também festejei, mas só que à minha maneira - fui ao teatro ver “O Presidente” da autoria de Thomas Bernhard e levada a palco pela ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve). Parecia não haver peça mais adequada ao dia de ontem: um presidente de um país cujos membros de estado são alvos de atentados por parte dos anarquistas, que tem uma esposa influente e um cachorro ternurento.
 
À medida que a representação vai decorrendo compreendemos que a primeira-dama afinal é uma mulher prepotente, mal amada e que despreza tudo e todos. O Presidente também não é melhor e até o cão é um fracote que morre de colapso cardíaco. A primeira-dama tem amantes e o Presidente não lhe fica atrás. Minuto após minuto, a acção lá se vai desenrolando e aquele Presidente que está ali à nossa frente não melhora. Claro que observando mais detalhadamente lá se vê que a pele das personagens faz contraste absoluto com o negro das suas roupas e por isso de Obama nem vestígios, o que me tranquiliza profundamente.
 
            Volto a deixar-me levar pela magnífica interpretação dos actores, pelo ritmo da linguagem falada e sobretudo pela ironia do texto. Recomendo vivamente!
 
publicado por Veruska às 22:25

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Eu odeio "bicheza"... ou como também sou uma artista plástica

 

 

Os insectos são o grupo de animais mais diversificado existente na Terra e porventura, serão também os que existem em maior número e eu não tenho uma especial afeição por nenhum deles: não gosto de gafanhotos, odeio aranhas, abomino baratas, irritam-me as moscas… Se a esta classe juntar alguns rastejantes obtém-se a categoria da “bicheza” que eu simplesmente não suporto. 
 
Quando comecei a morar sozinha lembro-me de que o meu grande receio era ter de enfrentar uma aranha preta e não poder chamar pelo Paiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ou melhor ainda pela Mãeeeeeeeeeeeeeeeee que foi sempre a mais corajosa. Assim, a minha estratégia inicial foi comprar toda a gama de insecticidas para voadores e rastejantes, coisa que de pouco me valeu quando me defrontei com uma pequena osga. O bicho em causa revelou-se imune aos insecticidas e só morreu quando lhe dei com a lata em cima. Algum tempo depois mudei-me e também aí, nesse meu novo lar se deram vários encontros imediatos com a bicheza (embora considere que isso me tenha, a pouco e pouco, preparado melhor para a vida).
 
A protagonista do primeiro frente-a-frente foi também uma osga-bebé que eu avistei naquele que viria a ser o meu quarto, na primeira vez que visitei o apartamento. O susto foi brutal, o vendedor imobiliário riu-se e eu senti-me indignada e muito apreensiva com o futuro, tais eram as inúmeras dúvidas que surgiam:
- se a casa estava fechada por onde tinha entrado a osga???
- será que existia algures na casa um “ninho” de osgas???
- se nós íamos deixar tudo muito bem fechadinho, por onde iria sair a osga-bebé???
A ansiedade é tanta que, ainda hoje, a fantasia que não consigo controlar faz despertar em mim o temor de ao abrir um armário ou uma gaveta poder encontrar uma osga feita crocodilo…
 
Mas foi também nesta minha casa que outro pânico nasceu e que à custa de tantos encontros, acabou por desaparecer, hoje mesmo dia 16 de Janeiro de 2009: o pânico das baratas, esse insecto que eu só conhecia dos documentários da televisão. Da primeira vez que uma me apareceu em casa (ainda por cima no meu quarto) fartei-me de gritar e fugi, fechando a porta. É claro que alguns segundos depois voltei e fiz a única coisa que sabia fazer - despejar uma lata inteira de insecticida no quarto - saindo de seguida para trabalhar com uma nervosismo impossível de controlar. Desde então a minha atitude tem mudado e hoje alcancei o meu objectivo máximo ao pisar uma barata com as minhas crocs novinhas em folha sem ter dado conta disso. Não senti nervosismo, nada de nada e só pensava que já não bastava estar muito atrasada para ir trabalhar e o meu dia ainda tinha de começar a limpar aquele cadáver ali esparramado no chão!
 
Mas este acontecimento, por si só tão importante ou não assinalasse ele uma vitória do meu autocontrole, depois de associado a outros aspectos assume ainda maior importância. Nestes últimos dois a três dias, tenha vindo a ter vários problemas com os meus equipamentos eléctricos e electrónicos: a minha máquina digital avariou, não houve sinal da TV Cabo durante muitas horas seguidas, o teclado do telemóvel está a ficar estranho e até o meu e-mule bloqueou. Agora percebo que de alguma forma eu estou a aproximar-me de alguns artistas plásticos e que o meu trabalho se insere no domínio da bioarte. Enquando o artista Leonel Moura constrói robôs-insectos criando novas formas de vida artificial utilizando a tecnologia, eu faço precisamente o contrário.
 
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publicado por Veruska às 23:20

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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

O microclima de Meimão...ou como tem estado muito frio em Faro

 

 
Tento não alterar as minhas rotinas só por estar frio e por essa razão, hoje vesti um pouco mais de roupa do que é habitual e saí por volta das 11 horas da manhã para o meu passeio a pé. Sempre que o surf ou a noitada de sábado o permitem, gosto de caminhar até à baixa de Faro ouvindo algumas das minhas músicas preferidas. Não me preocupo em usar maquilhagem ou em vestir um modelito que combine e nem mesmo em colocar uns brincos. Simplesmente pego nos meus óculos de Sol e lá vou eu de ar totalmente desmazelado passear durante uma hora.
 
            O percurso é sempre o mesmo e raramente é alterado; sei onde vai estar a ria, onde vou atravessar as ruas, onde vão estar as cegonhas e até onde não vai estar o exibicionista que já não “dá as caras” há mais de um ano. Gosto desta rotina que me proporciona um conforto meio alheado da realidade que é acentuado por não conseguir ouvir os ruídos que existem à minha volta (vivam os leitores de mp3) e não sei se por coincidência, se por os outros sentirem repulsa do meu aspecto ou por ficar num estado supra-real, em sete anos de passeios, só por uma vez encontrei uma pessoa conhecida que quis falar comigo.
 
            Mas hoje foi um dia diferente. Um homem muito jeitoso que estava de conversa com um colega (ambos guias turísticos) e com mais de 30 anos com quem me cruzo regularmente e com quem nunca tinha interagido dirigiu-me a palavra dizendo-me “Olá e muito bom dia!”. Eu olhei para ele e pensei “o gajo confundiu-me com uma turista e quer-me impingir um bilhete mas já o vou lixar” e respondi-lhe com um ar sorridente “muito bom dia” ao mesmo tempo em que pensava “ah, estás a ver, EU SOU PORTUGUESA e não quero ir passear até à Deserta; ou se calhar até queria desde que tu me acompanhasses…”
 
            Mas quando cheguei a casa pensei que se calhar havia uma razão para esta súbita mudança de atitude por parte do jeitoso, mudança essa que não se devia ao facto de na manhã de hoje não haver ninguém na rua e de ele, provavelmente, estar com dificuldades para cumprir os objectivos de vendas de passeios turísticos. Aliás penso que aqui a chave de todo o enigma é mesmo o frio.
 
            De acordo com alguém que ouvi falar na rádio, o El Niña é o fenómeno responsável por esta vaga de frio. Este fenómeno meteorológico, inicialmente local, consiste num arrefecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e acaba por provocar alterações climáticas que afectam todo o planeta. Como é sabido, os microclimas influenciam não só a agricultura e a pastorícia, mas também toda a sociedade. De certeza que em Meimão (freguesia de Penamacor) só um microclima poderá explicar o facto de existirem cerca de 41 homens solteiros (num universo de cerca de 300 habitantes) que em virtude da escassez de mulheres em idade casadoira se têm dedicado ao associativismo.  
           
            Agora percebo que afinal esta frente polar traz com ela não só o frio, mas também hábitos saudáveis de engate, a uma cidade muitas vezes classificada como gay. Claro que em todas as situações há sempre perdas e ganhos; se eu e as minhas amigas poderemos ter muito a ganhar com isto, já a comunidade muito irá chorar, em virtude da nossa disponibilidade para organizar eventos gastronómicas se passar a dirigir para outro público-alvo.
 
publicado por Veruska às 18:47

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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

A minha resolução de Ano Novo... ou como tive uma epifania depois de um concerto dos Buraka Som Sistema

 

 
Com o passar dos anos tenho vindo a dar menos importância às várias festividades marcadas no calendário, quer sejam elas de natureza religiosa ou pagã. A celebração do Ano Novo não é uma excepção e desde 2000 que esse acontecimento não é festejado com muitos brindes, euforia e sabe-se lá que mais (penso que tudo estará relacionado com o início da minha trigésima década de vida).
 
Também nunca tive grandes resoluções de Ano Novo: nunca decidi fazer dieta a partir do primeiro dia do ano (embora agora considere que tal não tenha sido uma boa decisão, pois em cada ano que passa lá vou acumulando mais umas gordurinhas), nunca decidi deixar de fumar (nunca fumei, apesar das tentativas feitas durante a puberdade), nunca decidi ganhar mais dinheiro (sou funcionária pública o que é incompatível com rendimentos elevados) e por aí fora.
 
Acreditava piamente que este ano não seria excepção a tudo isto, mas não é que pouco depois da entrada em 2009 todo o sentido da minha vida mudou. Como que atraída por uma força inexplicável, consigo, embora com algum esforço, saltar para um palanque onde se encontrava um presépio. Foi nesse altura em que adorava o Menino e antes de ter acariciado o São José que senti que afinal fazia todo o sentido definir nem que fosse só uma resolução para o novo ano que mal tinha iniciado.
 
Não foi uma tarefa fácil. Foi mesmo necessário um elevado grau de meditação de forma a seleccionar o que melhor se adequaria. Excluí de imediato coisas como perda de peso ou idas ao ginásio pois isso é transversal a todos as anos da minha existência; o surf também foi logo excluído, porque apesar da minha taxa de “equilíbrios de pé na prancha” ser reduzidíssima qualquer resolução relacionada com isso não traria nada de novo à minha vida; a ideia de dar um novo alento à minha vida amorosa também foi prontamente abandonada por já ter percebido que tal não depende de mim, pois sou linda, interessante e estou no meu auge…
 
Se ao terceiro dia da Criação, Deus criou a terra e os mares, foi também só três dias depois que eu, de forma clarividente, compreendi qual seria o meu rumo. Depois de um concerto em que se intuía que o meu “cu” iria ficar “duro” e enquanto descansava num casino da região algarvia, comentei para quem me acompanhava, que desde há algum tempo que tinha o sonho de aprender a jogar póquer. De repente tinha tido uma epifania e a minha resolução de Ano Novo seria aprender a jogar póquer. E ainda mais, no final deste ano gostaria de jogar no torneio do Casino Estoril.
 
Como sou uma pessoa determinada, menos de 24 horas depois comprei um livro com 225 páginas que explica todos os truques, já comuniquei a todos que conheço que preciso de parceiros para o jogo e já ando a pesquisar a toda a brida sobre o tema.
 
 
publicado por Veruska às 00:54

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