Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

Brincar aos pobrezinhos na Comporta... ou brincar aos riquinhos no Algarve

 

Fonte: http://www.boattoursriaformosa.com/en/ria_formosa.php


Eu já sabia que brincar não era uma atividade exclusivamente infantil.  Eu própria sou o mais perfeito exemplo disso. Não é que goste de estar ocupada a vestir ou despir bonecas, ou a praticar artes culinárias com tachos em miniatura, mas a ideia de me divertir com outras pessoas num cenário fantasioso continua a ser-me apelativo.

 

No dia a dia às vezes é difícil praticar a atividade, mas mesmo perante os obstáculos mais difíceis lá vou galhofando, muita das vezes em regime solitário e outras vezes perante a incompreensão de quem me rodeia.

 

Também as pessoas chiques brincam. Cristina Espírito Santo brinca aos pobrezinhos na Comporta. Não possuo mais detalhes sobre a sua atividade de lazer, mas depreendo que ela, durante esse período, agarre numa esfregona e lave o chão, chupe as cabeças do camarão comprado no hipermercado ou quiçá, arrisque a ler a Nova Gente num final de tarde.

 

Eu também brinco durante as férias e, tal como ela, também saio da minha zona de conforto. É verdade, durante o Verão brinco aos riquinhos. Vou a banhos no Ancão, arrisco numa ementa gastronómica mais elaborada, disfruto de momentos únicos ao pôr-do-sol e passeio em locais de sonho.

 

A diferença: uma de nós não tem dinheiro para gastar em luxos!

 

publicado por Veruska às 12:01

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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

Um novo método de extermínio de baratas... ou um governo que se mantém em funções

 

 Fonte: http://pedrinhodorio.blogspot.pt/2011/02/com-adevogados-destes-nao-se-vai-longe.html

 

 

À medida que andava ontem “para trás e para a frente” ocupada com a logística do início de noite ia tentando manter-me a par do que era noticiado nos telejornais televisivos. Aguardava-se a comunicação de Cavaco Silva ao país, e por incrível que pareça, a ansiedade por conhecer o desfecho da crise política das últimas semanas era totalmente inexistente.

 

Já não me interessava se o governo caía ou não, se Paulo Portas continuava a exercer funções de ministro ou se o tal acordo de salvação nacional iria existir. Mas entre conversas “di dá dá bebé”, descarte de fraldas nauseabundas e massagens em pés número 21, lá ia tentando perceber se o presidente falava ou não. Não sei quando se iniciou o discurso, nem quando terminou mas quando no corredor percebo que se dizia “é essencial salvaguardar o espírito de abertura ao compromisso manifestado ao longo de uma semana de negociações interpartidárias” percebi que nada tinha mudado e já nem me interessava ouvir os comentários subsequentes ou ler os jornais online com as análises “a quente”.

 

E hoje, menos de 24 horas volvidas sobre os dizeres impregnados se sapiência de Cavaco Silva, tudo está na mesma. Até voltei a encontrar uma barata em casa (depois de mais de 1 mês de ausência destes bichos). Como gosto de aprender com quem é mais douto do que eu, lembrei-me de manifestar “espírito de abertura” ao acreditar que podia matar uma barata com detergente para a louça e enfatizar o meu “compromisso” em lhe dar com um chinelo quando ela voltasse a aparecer, depois de ter fugido toda besuntada com o Ultra-Pro Clássico do Pingo Doce.

 

Até agora nada, nem do Cavaco Silva nem da barata.  Quanto ao primeiro não sei o que pensar, quanto à segunda, estou na esperança que fique manietada após a secagem do detergente, que estrebuche e não faça vida cá em casa.

publicado por Veruska às 16:09

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Terça-feira, 16 de Julho de 2013

Ciganos, ciganos, ciganos... ou como existem coisas que deviam de ser diferentes

 

Foto: Veruska

 

Foto: "Verusko"

 

Quando era pequenina, a minha mãe devia ameaçar-me com o ciganos.  Não é que tenha memória desses tempos, mas na realidade ao longo da minha vida sempre senti que me devia afastar deles. Como sou bem formada, nunca senti qualquer tipo de xenofobia consciente pelos elementos dessa suposta minoria étnica (que em Faro são de certeza uma parte representativa dos munícipes) mas de repente começo a ter uma irritaçãozinha aqui, a desenvolver-se no fundo da minha barriga.

 

Ultimamente tenho-me visto envolvida em situações com ciganos a conduzirem carroças com cavalos, mulas e até póneis. As regras de trânsito são minimamente respeitadas por esses veículos movidos a força animal, mas é impossível deixar de sentir alguma impaciência quando somos apanhados em filas por causa da carroça que vai devagar, ou incredulidade quando os vemos estacionar em lugares não autorizados ou mesmo medo quando vemos um desses veículos descontrolado em contra-mão.

 

Talvez seja alguma vingança do Universo que decidiu lançar contra mim todas as suas forças ocultas, mas juro que isto me está a moer sobretudo quando me lembro da cigana “chique” que usava uma mala Candy Furla ou da cigana “gira” a quem dei um aquecedor a óleo (pois consumia muita energia) e que afinal morava na “barraca” e devia furtar eletricidade.

 

publicado por Veruska às 15:48

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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

Sou uma grande ingénua... ou como será a vida política dos nossos governantes nos próximos dias

 

A música do momento, ou melhor a “música deste Verão” anda no ouvido de todos e a ser cantada também por todos.  Não há vivalma que oiça rádio enquanto conduz que não seja apanhado com trejeitos labiais que indiciam um “get lucky” modesto ou mesmo gritos pungentes acompanhados de vários abanos de cabeça. A batida fica no ouvido, a letra do refrão cola-se à nossa pele e o ritmo consegue sempre invadir o nosso corpo.

 

Apesar de ser uma amante das palavras, não tenho por hábito fixar-me no seu significado quando as canções possuem ritmos que impossibilitam a minha imobilidade quando as oiço. Já por várias vezes fui chamada à atenção por gritar refrões em público que de tão impróprios podem pôr a minha segurança em risco. Recordo com alguma saudade, sim admito-o, o “I’m horny…oh so, horny” muito em voga durante as minhas deambulações por Ibiza e… mais nada! Agora pensando bem, parece que não tenho mais aventuras com letras de canções.

 

Bem, passando à frente. Parece que a letra de Get Lucky é altamente sexual (de tal forma que vão ser lançados preservativos alusivos à canção):


     She's up all night 'til the sun

     I'm up all night to get some

    She's up all night for good fun

    I'm up all night to get lucky.

 

Eu pensaria que a senhora passaria a noite inteira acordada, com o intuito de se divertir enquanto o cavalheiro só quereria ter sorte (se calhar jogava bingo). Nas entrelinhas o texto diz-nos que a senhora está recetiva a atividade sexual e que o cavalheiro afinal não joga à roleta mas sim procura parceira para um envolvimento físico.

 

Obama também já canta a canção em versão rap e de certo que a sua Michelle estará muito feliz. Por cá, ontem Cavaco Silva também cantou “Queres ver que vais ter sorte” mas com algumas nuances. A batida foi um pouco menos “disco sound” e a letra também foi ligeiramente diferente. No entanto, não há dúvida de que muitos políticos vão passar as próximas noites acordados na esperança de ter sorte embora que para tal, provavelmente, muitos terão de se envolver em práticas de sodomia…política!

publicado por Veruska às 15:19

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Terça-feira, 9 de Julho de 2013

Um roubo de cobre... ou como poderia ter havido um grave acidente no prédio onde moro

 

Foto: Veruska 

 

 

Uma vida nunca é ausente de problemas. Assim que um é resolvido, logo outro surge, e depois outro, e outro…Claro que, é maravilhosa a sensação de tudo cumprido e resolvido; aquela sensação de que a partir desse momento já mais nada poderá correr mal e que a partir daí é “que vai ser”, seja o que for que se planeia.

 

Ora, nestes últimos dias tenho vivido esse tipo de sentimento, no que diz respeito ao meu condomínio. Finalmente as baratas foram exterminadas, o vizinho de cima não faz barulho e nem o cão da vizinha de baixo se queixa. Talvez seja do calor, mas o que é certo é que tudo anda agora muito mais calmo. Ou melhor, andava, pois hoje a segurança de todos os que vivem neste prédio e nas suas imediações foi fortemente abalada por um “marmanjo” que ousou perturbar este marasmo dos últimos dias.

 

Passo a explicar melhor o sucedido. Em cerca de 45 minutos (não mais, pelas minhas contas) alguém entrou no prédio e decidiu roubar o cobre de três contadores de gás. Não contente com o pecúnia que iria amealhar com tão desprezível ato, ainda conseguiu partir uma tubagem que provocou uma fuga de gás no prédio, que felizmente foi detetada a tempo de se evitar uma explosão maciça.

 

A tristeza de toda a história, prende-se com o gatuno. Quem o teria deixado entrar? Seria homem ou mulher? Novo ou velho? Português ou de outra nacionalidade? Pois, pois, só sei que vos posso dizer que o presumível gatuno seria um homem de cerca de 50 anos, de cabelo grisalho, com uma altura de 1,70m e uma barriguinha já proeminente. Vestia umas calças de pregas azuis escuras, uma camisa às riscas brancas e azuis e carregava uma pasta preta, muito pesada; muito pesada mesmo.

 

Este senhor garantiu com todo a cordialidade à jovem moradora no prédio que precisava de entrar porque ia verificar os contadores. Pediu-lhe para não se assustar com o seu ar cansado e extremamente suado, pois ele queria mesmo só verificar os contadores. Na viagem que fez de elevador com a jovem moradora do prédio, ele queixou-se do facto de vários prédios não terem elevadores o que lhe dificultava em muito o seu trabalho, sobretudo nos dias de maior calor. À chegada ao sétimo andar (habitação da jovem moradora), o gatuno desejou-lhe um bom dia de trabalho, desejo esse que foi rapidamente retribuído numa voz doce, embora desconfiada.

 

Hoje se calhar não vou tomar banho e o meu filho vai jantar papa, e a culpa é toda minha!

 

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publicado por Veruska às 15:13

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