Domingo, 11 de Maio de 2008

Conteúdo explicito... ou um acontecimento impossível de não relatar

                     

A minha entrada na maturidade não foi marcada por nenhum acontecimento especial e nem sei, com certeza, quando aconteceu.  Só sei que a associo sempre ao desejo de querer atingir a serenidade que esteve ausente da minha vida durante tantos anos. Hoje, altura em que me aproximo rapidamente daquilo que provavelmente será a minha “meia-idade”, acho que os anos que insistem em passar me têm melhorado – sou menos inconstante mas continuo a possuir o espírito livre de pré-conceitos de que tanto me orgulho.

 

No entanto, recentemente, assustei-me com o facto de estar a pensar como uma mãe da geração da minha (exceptuo a minha própria mãe porque apesar de sido uma acérrima conservadora durante a minha adolescência, agora que cresci é do mais liberal que se possa imaginar…).  E ainda pior, percebi que protagonizei um momento de “generation gap”, aquilo que tantas vezes gritei a mim mesma que jamais iria fazer!

 

Antes de continuar é melhor avisar desde já, que esta história contém uma narrativa que poderá chocar os leitores mais sensíveis ou mesmo, todos os leitores… Não pensem que tal recomendação tem como finalidade aumentar significativamente o número de leitores das minhas humildes crónicas; a realidade é que a história é absolutamente surpreendente! Ela centra-se num grupo de quatro jovens no início da adolescência (duas raparigas e dois rapazes) possuidores de uma enorme cultura geral que num determinado dia decidiram fazer uma viagem de elevador .  Estes jovens tinham como objectivo criar uma associação cuja intervenção iria mudar irreversivelmente toda a comunidade envolvente.  

 

Como nos é erradamente transmitido pelos media e também por quem pensa que sabe do assunto, não é o avião o meio de transporte mais seguro do mundo, mas sim o elevador. Importa, então, valorizar esta alternativa pouco poluente e de alguma forma compensar o facto de ela não permitir o desgaste calórico que ocorre quando se opta pela utilização das escadas de um qualquer edifício.  Foi o que já referido grupo de jovens decidiu fazer. Numa tarde de Primavera (altura em que, como se sabe, as hormonas “estão aos saltos”) iniciaram então a sua já mítica viagem de elevador e num momento de arrojo ímpar criaram uma associação local ligada ao internacional Mile High Club e cujo sucesso está totalmente garantido, pois a popularidade conquistada superou todas as expectativas dos seus primeiros associados.

 

            Algures no percurso, uma das raparigas praticou fellatio com os dois rapazes (revelando que Portugal é tão ou mais desenvolvido que os Estados Unidos pois as festas arco-íris já estão a chegar…), enquanto a outra rapariga observava atentamente toda a cena a fim de a poder relatar pormenorizadamente angariando os primeiros sócios do clube.  Sosseguem-se as mentes de quem ainda está a ler isto – foram usados preservativos!

 

            É como um turbilhão de emoções que posso descrever o que senti quando tomei conhecimento do que tinha acontecido: primeiro fiquei incrédula, depois escandalizada, mas agora é a ansiedade o que melhor me caracteriza. É que face ao apoio que tem sido manifestado pela sociedade civil, a associação irá transformar-se a curto prazo numa Organização Não Governamental alargando o seu âmbito de acção – passarão a ser contemplados outros público-alvo e outras práticas igualmente prazenteiras!

 

 

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publicado por Veruska às 18:40

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9 comentários:
De Fecho Aberto a 13 de Maio de 2008 às 15:57
É verdade Vera, a sua mãe era conservadora, e a menina teve medo de ultrapassar a linha, provavelmente andamos os dois pela mesma idade, e os meus pais também eram conservadores, mas eu nem por isso... e a sua história é apenas uma nova versão de algo que eu já vivi há quase trinta anos. A única coisa boa na altura e má agora, é que não havia telemóveis, o que se fazia era privado e não filmado para partilhar na net!
Obriado pela sua visita e um beijo de até breve
De Veruska a 13 de Maio de 2008 às 17:24
Sorte a sua que anda a viver histórias destas...;)
De L'etranger a 13 de Maio de 2008 às 16:27
este post é enganador. primeiro, não têm nada de explicito. segundo, por enquanto não há edificios com mais de uma milha, logo os intervenientes não podem estar ligados ao distinto mile high club. e terceiro, jovens em início de adolescência a praticarem fellatio com preservativo?? naaaa........

Ps. para efeitos estatisticos, qual a esperança de vida que a menina Veruskaapropria almeja alcançar?
De Veruska a 13 de Maio de 2008 às 17:22
Este post pode ser muita coisa, até enganador, mas a verdade é que levou ao maior número de acessos de sempre a este blog...E nem sequer era essa a intenção!

O pessoal deve andar todo à míngua, pois pensa-se que poderá haver "sexo" e e vêem todos cá ter...lol

Quanto à "esperança de vida" não sei se lhe responda à questão...Sempre me ensinaram que um cavalheiro nunca deve perguntar a idade a uma gaja! Mas pelo teor dos meus post's de certeza que poderá intuir que tenho mais de 30 e menos de 40! ;)

De L'etranger a 14 de Maio de 2008 às 13:40
e nem sequer imploraste uma visitinha....se o homem descobre o truque....

pois...nem todos têm a capacidade financeira do filho do sultão do Brunei para requisitar o serviço de 40 massagistas....

então e se for um gajo a perguntar a idade a uma senhora?

e já agora. acreditas mesmo na intuição masculina?
De Veruska a 14 de Maio de 2008 às 14:33
Claro que acredito na intuição! Isso nem se questiona e ainda te digo mais EU SIGO SEMPRE A MINHA INTUIÇÃO! (pelo menos nunca vou ficar com a consciência pesada de ter feito algo que não queria, ou de não ter feito uma coisa que realmente desejava).

Até agora nunca me dei mal, antes pelo contrário! :)
De Infinito e Mais Além a 14 de Maio de 2008 às 10:03
Bom dia!

Muito obrigado. Fico contente, aliás muitíssimo contente por saber que visitou o meu blogue e gostou. Fico muito feliz. Pois são como desabafos que ali ficam, que não sabemos se vão ser ou não lidos por alguém.

Obrigado pela palavra que me deixou, a frase de apresso. Muito obrigado

“Visite-me” sempre que desejar.

Beijo
De L'etranger a 14 de Maio de 2008 às 13:46
JURO que também não tenho nada a ver com o : "que não têm fim"!!!!
De Veruska a 14 de Maio de 2008 às 14:31
Não sei, não...Eu já começo a achar estranho tudo o que anda a acontecer por aqui...:)

Mas este parece-me fixe!

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