Sexta-feira, 21 de Junho de 2013

Um mamilo de borla... ou a minha busca incessante por um triquíni perfeito

 

 

A minha saga pelos triquinis começou há mais ou menos um ano.  Depois de ter sido mãe, e devido a uma cicatriz vertical resultado da cesariana a que tive de ser submetida, optei por usar triquinis. Ainda me lembro da obstetra no final do parto me ter dito que tinha feito o melhor possível mas que eu iria ver um Z desenhado na barriga. Imbuída com a felicidade de, eu e o meu filho, estarmos vivos e bem, respondi-lhe com um sorriso no rosto – “Não faz mal; depois vou usar uns triquinis feitos à medida”.

 

Poucos meses depois, no início da Primavera, a minha busca por tão ausente equipamento de banho começou. Tinha a intenção de procurar uma loja que conhecia em Cascais e em Vilamoura que fazia todo o tipo de fatos de banho por medida, mas os meus planos foram gorados com a constatação de que afinal a loja já não existia.  Tive de me socorrer do plano B, e procurá-los nas lojas que habitualmente vendem este tipo de roupa. Foi então que começou um dos períodos que se tem revelado como sendo um dos mais longos da minha vida.

 

Rapidamente percebi que a oferta de triquinis é muito reduzida e quando se encontra algum, o seu preço é demasiado elevado para o que estava habituada quando era uma simples consumidora de biquínis (muitos biquínis, muitos mesmo). Outros dos aspetos negativos tinha a ver com a escolha disponível no mercado; demasiado conservadores, com cores de fugir e para senhoras com muita idade e muito excesso de peso.

 

Fui obrigada a rumar à capital e acabar por escolher um cujas caraterísticas são precisamente as anteriores. Afinal de contas, tenho mais de 40 anos e o meu excesso de peso, sobretudo em algumas zonas do corpo que ficam penduradas, invalida qualquer harmonia entre uma parte de baixo e uma parte de cima com o mesmo número (as senhoras de certeza sabem do que falo). Daí até à descoberta do e-bay foi um ápice. Comecei por procurar “trikini’s” e depressa percebi que devia era de pesquisar “monokini’s” embora o que desejasse era que o meu “kini” superior ficasse bem ajustado e tapado.

 

Esta busca incessante pelo triquini perfeito já resultou em 6 aquisições – 1 que nunca chegou; 1 demasiado pequeno; 3 pequenos mas que fazem de mim, nem que seja só em pensamento, uma autêntica “babewatch”; 1 que está algures entre a China e Portugal.

 

Mas como qualquer pessoa sabe, um guarda-roupa nunca está perfeito e por isso a demanda continua, agora com um novo ânimo.  Se já começam a oferecer mamilos de borla na compra de um triquíni, pode ser que dentro em breve comecem a oferecer “maminhas” novas.

publicado por Veruska às 18:39

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Sexta-feira, 22 de Março de 2013

Sou uma moça simples... ou como prefiro bolachas a malas!

 

 

Desde que a austeridade se instalou, a minha criatividade disparou. Não é só na rima que está o bonito disto tudo, mas também nas formas ardilosas que encontro para poupar mais um cêntimo. Não é que esteja numa situação muito difícil; ainda tenho ordenado, a comida cá em casa ainda existe e até consigo fazer uma ou duas extravagâncias por mês. Mas na realidade comecei a encarar esta questão da poupança como um desafio. Um desafio daqueles que me enche a cabeça várias vezes por dia. É o descobrir novos sites onde posso ganhar dinheiro, é o ler os vários blogs de descontos que existem, o encontrar vales de desconto e sei lá que mais.

 

No meu primeiro projeto “à séria” tive de provar os Bolos e Bolachas Milka por ter sido escolhida pela TRND para o fazer. Gostei muito do projeto e empenhei-me na sua divulgação. Preferi as bolachas aos bolos, aproveitei os produtos recebidos para os dar a provar a colegas e amigos e usei vales de desconto para adquirir novos produtos. Até os questionários consegui que fossem preenchidos. Considero que fui uma autêntica profissional de marketing e começo a desenvolver um gosto particular por esta área, motivando-me para fazer outro tipo de trabalhos.

 

Penso que terei o perfil adequado. Sou extrovertida, comunicativa e gosto de partilhar opiniões e pontos de vista. Trabalho num local onde a rotatividade de colegas é grande e contacto com pessoas cujo aquilo que sinto e vivencio é para elas interessante, quiçá, mesmo importante. Mais adequado do que isto não há.

 

Apesar de ter alguma ambição nesta minha nova área de interesses, já percebi que não fui talhada para grandes voos.  Posso conhecer muito bem a área dos bolos e bolachas, ser uma consumidora frequente deste tipo de produtos, mas penso que não poderei atingir franjas da sociedade mais elitistas e com maior poder de compra, como é o caso das apaixonadas pela Louis Vuitton.

 

Pois é, sou uma moça simples. Nunca gostei de malas com o monograma LV e hoje sei que apesar de ser de Cascais, sou mais talhada para vender pastelaria do que outras coisas.

publicado por Veruska às 14:04

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Segunda-feira, 11 de Março de 2013

Todos falam da cetona de framboesa... ou como eu passei a ter umas unhas impecáveis

 

 

Das primeiras vezes que vi o Dr. Oz na televisão, mais concretamente nos programas da Oprah, fiquei maravilhada.  Aquele homem com muito bom aspeto e cativante na forma de falar dizia coisas muito interessantes e mostrava corações, úteros, pulmões verdadeiros, e isso provocava em mim uma sedução difícil de compreender.

 

Comprei os livros, divulguei as coisas que ele preconizava e até pensei em comprar um ou outro dos suplementos que ele ia publicitando.  Mas à medida que o tempo ia passando e a sua popularidade ia subindo, o meu interesse começou a diminuir, começando mesmo a compará-lo a um Macgyver da medicina.

 

Tal como na série de aventuras dos anos 80, não posso dizer que tudo se trataria de uma charlatanice, mas na realidade o princípio científico que jaz por detrás do que é dito está lá mas de forma tão diluída, mas tão diluída que se calhar o efeito real da coisa já não existe.

 

É o caso da cetona de framboesa, divulgada num dos tais programas do Dr. Oz e que pelos vistos é uma ajuda essencial na perda de peso. Na realidade não há estudos que o comprovem. Tudo o que se sabe é que a sua estrutura molecular parece estar de acordo com a hipótese de promoção de perda de peso.

 

Como também sou uma mulher da ciência (embora não da medicina) quero aqui armar-me um pouco em Dr. Oz da estética e divulgar uma descoberta fantástica. Padeço de Síndroma de Menière há já muito tempo e, depois de uma ausência quase total de sintomas durante alguns anos, este fim-de-semana fui premiada com a sintomatologia total.  Entre tonturas, náuseas, pressão no ouvido e olhos lá procurei a medicação, ajustei-a e iniciei o período de espera pelo desaparecimento dos sintomas.

 

Curioso, é o facto de a partir do momento que iniciei o anti-vertiginoso – dicloridrato de betahistina – passei a conseguir pintar as unhas sem as borratar. Não interessa se as pinto com a mão direita ou mão esquerda, com tons mais claros ou mais escuros ou concentrada no que estou a fazer ou à pressa.  O resultado é sempre o mesmo; unhas perfeitamente pintadas. 

 

Invisto na saúde, mas poupo na manicure!

publicado por Veruska às 20:54

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

O estilismo de uma perna... ou a vontade que tenho de mandar a Calzedonia à #$#&5&

 

Tenho o armário repleto de vestidos e saias que adoro e que tenho de rentabilizar. Eles são mais de 30, e em conjunto com a minha coleção de sapatos e botas, que também necessitam de ser rentabilizadas neste tempos de crise, podem garantir a minha indumentária durante mais de 1 mês sem repetir a toilete.

 

A tudo isto acresce a paixão que tenho por collant’s. Collant’s na verdadeira aceção da palavra; não falo de meias-altas, colãs (…blhec..) ou meias-calças, mas sim de peças de vestuário confortáveis, bonitas, originais e de boa qualidade. Estes collant’s conjugados com as minhas saias e vestidos sempre me tornaram num perfeito exemplo de discrição, de moda e de pequenos laivos de arrojo.

 

Este assunto nem sempre foi tão pacífico. Recordo-me de tempos idos, em que acreditava que os collant’s podiam ser reversíveis e assim demorariam mais tempo até serem lavados, de que indicação do tamanho era uma forma de manipular as clientes pois este tipo de produto era de “tamanho único” ou mesmo de algumas habilidades que me tinham sido passadas pelas gerações mais antigas da minha família para que as meias não descaíssem enquanto as usava.

 

Hoje já toda esta carga do passado se desvaneceu e até ao início do ano passado consegui sempre conjugar todas as características que me agradam, nos produtos adquiridos na Calzedonia. A partir do ano passado as coisas começaram a mudar, vá lá saber-se porquê.

 

Na Primavera passada comecei a estranhar que os collant’s da Calzedonia começavam a acusar desgaste ao fim de 2 ou 3 utilizações. Começavam a desfiar-se, por vezes as costuras cediam ou até mesmo qualquer toque mais brusco provocava a aparecimento de irregularidades.  No Outono vi as minhas meias preferidas da estação (as da fotografia) descoserem-se entre pernas, ou melhor, descoserem-se porque havia um defeito nessa zona. Hoje ao vestir um dos artigos comprados no Inverno vi que, apesar de novas, tinham já 4 buracos na perna.


A ironia reside no facto de que quando adquiri estas últimas, a vendedora estar a explicar à cliente que pagava antes de mim que “A Calzedonia não tinha qualquer semelhança com o Chinês”.  Pois não, digo eu, é muito mais cara!

publicado por Veruska às 15:10

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

A China "vitoriosa"... ou como eu queria um casaco igual ao das meninas hospedeiras

 

Ontem foi o meu aniversário e assim que saltei da cama o meu pensamento foi decidir o que deveria vestir nesse dia. Teria de ser algo emblemático, algo que de alguma forma me trouxesse recordações sobre o meu passado impregnado de felicidade e perspetivasse o meu futuro, pelo menos o mais próximo, como esperançoso. 

 

Após alguma reflexão optei pela minha “saia da Guatemala”.  Uma saia comprida, toda bordada à mão em vários tons de azul e que desencadeia cá em casa comentários do tipo “hummmmm, vais tão pouco sexy para o trabalho...”

 

Tenho consciência que a saia não terá o melhor corte, e por ventura também não assentará na perfeição no meu corpo, mas trata-se de uma peça de roupa com História. Foi adquirida por tuta e meia em Panajachel (Guatemala) depois de horas agoniantes de viagem a fintar deslizamentos de terras, enxurradas e conduções perigosas. Mais do que a aventura que me levou a essa pequena localidade, ela simboliza o fim de uma época dourada que me levou a conhecer in loco outros lugares e gentes.

 

Mas o que tenho para dizer hoje não termina com a análise daquilo que simboliza a minha “saia da Guatemala”. Como tenho alguma noção de moda, sei desde sempre que com saias compridas o que melhor se coordena é um casaco curto de preferência cintado.  Ora, coisas desses não faltam no meu armário. Existem em todas as cores (e não quero aqui rivalizar com a Merkel) preto, branco, verde, azul, roxo, carmim, cinzento, etc., etc.

 

Pego no preto e imagino-me já com uma cintura híper-definida e um contraste estonteante com o azul celeste predominante da minha saia.  Sinto-o ligeiramente apertado nos ombros, mas nada que me demova dos meus intentos. Afinal fui mãe há APENAS 1 ANO e nem tudo voltou ainda ao sítio. Mirei-me e remirei-me ao espelho e a toillete estava bonita apesar dos comentários que vinham da sala “A mãe, hoje vai tão pouco sexy…:):)”.

 

Mas o verdadeiro problema surgiu quando tentei apertá-lo de forma a realçar a minha cintura que apesar de não ser de vespa, é ainda o que de mais fino tenho neste meu corpo. Não consegui. Tentei de novo e nada. Encolhi a barriga e nada. Despi-o e experimentei o cinzento, depois outro preto e nada. Enlouqueci e comecei a tentar abotoar os vários blazers que existem no meu armário e nada.  Pelos vistos o meu excesso de peso, o que ainda perdura após SÓ 1 ANO decorridos do nascimento do meu filho está todo concentrado no meu peito.

 

Hoje, um dia depois destes acontecimentos, sinto-me triste. Preciso urgentemente de diminuir o meu busto (sei que isto vai contra os princípios fundamentais de muita gente, mas é o que eu preciso). Quero ficar como as hospedeiras chinesas lindas vestidas com longos casacos vermelhos e sentir-me também eu, vitoriosa por ter ganho mais esta batalha.

publicado por Veruska às 18:28

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