Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Hoje impedi um suicídio... ou como há um rei que não revela um comportamento aceitável


 

 

Hoje tive uma noite muito complicada. O meu filho de 4 meses decidiu(após quase 3 meses de descanso) choramingar, acordar e até gritar entre a meia-noite e as três da manhã.  Como me recuso a tirá-lo da cama por causa de uma birra, tentei de tudo para que ele se calasse ou pelo menos para que eu não o ouvisse (até utilizei a fantástica estratégia de desligar o intercomunicador…).

 

Finalmente, depois de beber 180 mL de leite, o miúdo calou-se e eu pude voltar para o silêncio do meu quarto e ficar acordada durante mais de uma hora sem compreender a alteração do padrão de comportamento do meu filho. Este período de insónia forçada fez com que acordasse (infelizmente, antes das 7 horas da manhã) cansada e com a gripe que assola o meu corpo desde a última sexta-feira entranhada nas minhas articulações e garganta.

 

Apesar de o meu corpo gritar por descanso e opor-se a uma caminhada de quase 2 horas ao vento frio, decidi não o ouvir.  Agarrei no leitor de mp3 certa de que umas músicas e uma paisagem de cortar a respiração me dariam a energia necessária para enfrentar o resto do dia e a esperança de que a próxima noite poderá ser mais tranquila.

 

Enquanto caminhava pensava em escrever um novo post, mas infelizmente o assunto não surgia e adiei mentalmente a tarefa. Dediquei-me então a reflectir sobre os últimos acontecimentos que envolvem a casa real espanhola.  Primeiro foi o facto do neto de Rei Juan Carlos ter dado um tiro no pé (facto que lembra o ocorrido no Estoril há muitos anos atrás que o levaram a assumir o trono) e agora a notícia de que teria partido a anca enquanto andava a fazer caça grossa no Botswana.

 

Senti repulsa pelo senhor desde que as fotografias que o colocavam de arma em punho perto de um elefante morto tinham sido reveladas. Acho aviltante tudo o que transparece dessas pequenas eternizações impregnadas de sofrimento animal e regozijo humano. E tudo isto vindo de um monarca de um país europeu, que revela assim um comportamento do mais desprezível que se pode imaginar.

 

Já eu, uma simples mulher de classe média pré-FMI, oriunda de uma família modesta, impedi que um homem se suicidasse na Ria Formosa em Faro (Ludo) esta manhã enquanto caminhava.

publicado por Veruska às 15:04

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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Concentração Internacional de Motas de Faro... ou uma velha tradição de Pamplona

 
 
 
Duas cidades de países diferentes podem ter tanto em comum que até nos deixam perplexos. As semelhanças de que falo fazem de Faro e Pamplona duas cidades que apesar de não poderem ser oficialmente designadas como geminadas, deveriam de o ser. Podem distar mais de 1000 km e serem necessárias mais de 10 horas de condução para percorrer a distância entre elas, mas quando existe uma afinidade ela revela-se mesmo nos aspectos menos esperados.
 
            Pamplona tem o triplo de municípios de Faro, cinco vezes e meia mais habitantes, uma denominação com o dobro das letras e tradições tauromáquicas que embora ainda incipientes em Faro têm ganhado um estatuto próprio desde há 28 anos a esta parte.
 
            Em Pamplona, uma parte importante da aficion manifesta-se nas festas de São Fermin. Durante todos os dias dos festejos acontece aquilo que é conhecido por encierro - uma largada de touros bravos nas ruas do centro histórico da cidade. Durante esta corrida os populares vestidos com um traje branco e usando um lenço vermelho ao pescoço correm fugindo do touro e aqui e ali provocam-no de forma a que fuga ainda seja mais rápida.
 
            Em Faro o gosto tauromáquico manifesta-se também nas ruas de um local que também pode ser considerado um centro histórico – a ilha de Faro. Durante os dias em que decorre a Concentração Internacional de Motos de Faro, acontece aquilo que a que chamo picanço. Durante algumas horas e após o pôr-do-sol, populares vestidos com trajes tradicionalmente associados ao evento, utilizam as suas motos para fugirem. Durante a fuga executam hábeis peões com o seu motociclo, extraem rateres do seus motores, queimam gasolina de forma intensa e chegam mesmo a realizar manobras perigosas para eles e para todos os que assistem a essa manifestação artística.
 
            Em ambas as festas existe o gosto pela adrenalina, o espírito de aventura e o gosto por participar numa tradição local. Em Pamplona fogem de um touro, em Faro não fogem de ninguém; nem da Polícia que assiste impávida e serena a todo o acontecimento!
 
 
 
publicado por Veruska às 19:57

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