Sexta-feira, 28 de Março de 2014

No estrangeiro as mulheres são giras, boas e fáceis... ou como em Portugal há homens supimpas


 

Henrique Raposo na sua crónica do Expresso de dia 26 de Março faz um elogio à mulher estrangeira embora esquivando-se das  responsabilidades ao evocar entidades terceiras, como os amigos e o pai. Pelos vistos no estrangeiro – designação que por si só, me faz lembrar a minha ida juventude na década de 70 – é que elas são “giras, boas e fáceis”. Elencam-se até os melhores países de entre os quais se referem os de leste.

 

A narrativa vai tão mais longe, que chega mesmo a comparar hipotéticas boazonas portuguesas (se as houvesse, claro) a quengas (= garotas de programa) numa alusão clara às brasileiras gatinhas ou a atribuir à mini-saia o papel de gestor de reputação de uma donzela. Mas como Henrique Raposo não é mais do que um bom moço, lá mais para o fim do texto retrata-se, incluindo-se no grupo de homens com olhar controlador e que agem como mercadores de escravos sempre que avistam uma dama que não seja atarracada e dona de um buço pujante.

 

Da minha parte acho que ele esteve muito bem. Tenho a certeza que as portuguesas que o conhecem, também só querem retrair a sua testosterona de forma a concentrar toda a sua atenção nos gajos jeitosos, cultos e interessantes que por aí abundam e ver se os convencem a dar uma voltinha em privado. Eu estou do lado delas e caso o venha a encontrar, farei a minha parte - apresento-lhe a lituana com penteado à Kim Jong-un com quem entabulei conversa num destes dias. 

publicado por Veruska às 19:18

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Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Estágio em contexto de trabalho... ou como um furto pode ser legitimado


 

Há alguns anos lembro-me de ter ficado abismada quando vi o deputado Ricardo Rodrigues roubar os gravadores ou gravador dos jornalistas da revista Sábado. A subtracção foi feita de forma discreta e só denunciada pelas gravações vídeo que decorriam simultaneamente. 

 

Também me recordo de pensar que devia de haver algo de errado em toda a situação. Parecia-me impossível que um deputado pudesse protagonizar tão desprezível acto e ainda por cima ter negado que o tivesse feito.  Não fossem as imagens existentes e se calhar ainda hoje os jornalistas da Sábado passariam por impostores.

 

Ricardo Rodrigues, alegou que os jornalistas estariam a tentar “denegrir a sua imagem pública” e que o registo áudio seria o meio de prova.  Alguns anos depois, o Tribunal dita que o referido senhor é culpado dos crimes de atentado à liberdade de imprensa e crime de atentado à liberdade de informação ficando obrigado a um pagamento de uma multa de 4950 euros.

 

Não sei se esta será a decisão final ou se, pelo contrário, o processo poderá ser alvo de recurso para outras instâncias. Mas curioso no meio disto tudo é a nota com que termina o artigo do Público no qual me baseei para escrever este post. De acordo com o escrito pelo diário “depois de Ricardo Rodrigues ter ficado com os gravadores, foi nomeado para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários, e integra, actualmente, a Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, na condição de suplente”.

 

Compreendo agora que o senhor deputado não larapiou qualquer gravador em vão.  Ele estava apenas a prestar provas da arte de surripiar. Não me parece que tenha tido uma boa nota.  Apenas a suficiente para fazer parte do Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários.  Caso tivesse conseguido evitar as câmaras durante o acto, estou certa que não seria um mero suplente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, mas sim um membro efectivo já com obra feita.

publicado por Veruska às 16:16

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Sábado, 5 de Abril de 2008

Destaque... ou vários episódios dignos de um jornal gratuito

                        

              

Não tenho qualquer dúvida que possuo algumas características que fazem de mim uma pessoa única e diferente de todas as outras, mas lá bem no fundo sou comum. Tenho um aspecto, emprego , casa e gostos vulgares e apesar de não ter uma especial notoriedade comecei, recentemente, a ser alvo de vários destaques. 

 

Tudo começou com o meu humilde blog, que de estimulante sempre achei que pouco teria.  O layout não é atractivo, não possui muitos post’s, os comentários são praticamente inexistentes e de certeza que o número de visitas será muito diminuto. Surpreendentemente na visita mensal de rotina que faço a esse registo cronológico de alguma da minha loucura mental, verifiquei que algumas pessoas me felicitavam pelo “destaque”. O espanto foi tal que nem sequer percebi a que se deviam tais congratulações.  Só algum tempo depois é que entendi que o meu blog tinha sido um dos destaques do SAPO no dia 26 de Março deste ano. Ao contrário do que se possa pensar não fiquei muito contente com o sucedido – só descobri este facto uma semana depois e não pude comemorar em tempo útil tamanha honra.

 

            Nessa mesma semana sou também alvo de um outro destaque.  Num bar que costumo frequentar, uma rapazito bem parecido, com um maço de notas de cinquenta euros no bolso, insistia em dirigir-me um ponteiro laser verde gritando ao mesmo tempo a palavra “oi”! De acordo com o dicionário, tal interjeição pode ser usada como saudação ou chamamento, exprimir espanto ou indicar que não se ouviu bem.  Face ao contexto dessa noite, a última opção seria automaticamente descartada restando assim as duas primeiras.  Hoje compreendo que tão abrasileirado termo tinha como intuito chamar-me, para que pudesse confraternizar com vários cavalheiros que exprimiam um enorme espanto perante a minha “presença de espírito”.  

 

Aqui faço um pequeno parêntesis, só para mais uma vez constatar que os homens heterossexuais e interessantes com que me cruzo possuem alguma falta de treino na arte de interagir com mulheres em idade casadoira, uma elevada capacidade para  praticar o “flirt” com a pessoa errada (normalmente escolhem sempre a jovem que com apenas uma chamada de  telemóvel consegue descobrir tudo o que se tentou encobrir durante toda a noite) e um enorme défice de fidelidade.

 

Esta sucessão de eventos levou-me a reflectir sobre as razões que me têm levado a sobressair de entre a turba à qual pertenço. Durante esta fase de auto-conhecimento sou confrontada com mais um jornal de distribuição gratuita e de imediato consigo clarificar tudo o que povoava a minha mente. Provavelmente transpareço a imagem de que sou uma espécie de jornal de distribuição gratuita. Tal como este tipo de imprensa, eu também estou mais direccionada para um público urbano, habituado a procurar informação na Internet - tenho paixão pelas cidades e não dispenso a consulta diária das minhas várias caixas de correio electrónico, hi5, blog… Tal como os textos destes novos projectos informativos, também sou pessoa para protagonizar conversações leves, concisas e resumidas e também desempenho uma função sociológica, uma vez que ajudo criar hábitos de leitura. 

 

A grande diferença reside no facto de apenas permitir a leitura a público muito restrito e especializado, obrigar o leitor a uma assinatura renovável e não ser reciclável!

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publicado por Veruska às 16:49

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