Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

A importância de um papel... ou como se resolveu um dos problemas deste governo

 

 

Esta tarde, Jorge Ritto e Manuel Abrantes conseguiram, finalmente, dar entrada no estabelecimento prisional da Carregueira a fim de cumprirem a pena a que tinham sido condenados.  Parece que não foi tarefa fácil. Existiram tarefas administrativas por cumprir, ou melhor, pelos vistos faltava um papel.

 

Já Miguel Relvas, hoje também, perdeu o papel de protagonista a que nos tinha habituado nos últimos tempos – demitiu-se de voz tremida e enaltecendo de forma velada a sua prestação no governo.  Dizem também que ele vai perder mais outro papel, o do diploma da sua licenciatura.

 

Quanto a mim, e como não gosto de ficar atrás dos mais mediáticos, não perdi um papel, mas sim recebi um. Mais concretamente, o “papel das férias”!

 

publicado por Veruska às 19:39

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

O doping de Relvas... ou uma trama bem urdida

 

Na imprensa de hoje há um título que causou em mim uma descarga de adrenalina- “Armstrong fez parte do programa de doping mais sofisticado do mundo”. Sou uma grande fã de filmes que girem em torno da temática do terrorismo/espionagem e a ideia de que um atleta, que em tempos passou férias no Algarve, pudesse estar envolvido num esquema ilegal e que ainda por cima este se situaria no topo da sofisticação, devia ser por si só tema de uma série policial que eu iria devorar do primeiro ao último capítulo.

 

De acordo com a imprensa norte-americana, “os dados reunidos no extenso documento provam, "sem margem para dúvidas", que o antigo ciclista norte-americano e a US Postal "montaram o mais sofisticado, profissional e bem-sucedido programa de doping da história do desporto". E, pelos vistos há mesmo quem confesse o uso de substâncias ilícitas para melhorar o rendimento; Hincapie (um parceiro de Armstrong), afirma . "Cedo na minha carreira profissional tornou-se claro que, devido ao uso generalizado de substâncias proibidas, não era possível competir ao mais alto nível sem elas".

 

Por cá, é Miguel Relvas que protagoniza um caso com semelhanças ao do ciclista ex-campeão.  Desde que veio a público a forma como Relvas se licenciou, que se intuía que este possuiria muitos dons impossíveis de explicar. Agora vem a público que ele presumivelmente estará envolvido num projeto que pretendia formar várias centenas de técnicos municipais para ocuparem os setes lugares existentes nas pistas de aviação municipais e heliportos portugueses. Não sei como é que ele consegue tais feitos, nem de quem se rodeia para levar a cabo os seus intentos, mas que existirá uma trama bem urdida que tem um fim em vista, lá isso existe.

 

Fosse ele ciclista e acredito que tivesse a determinação e perseverança de conseguir feitos que rivalizariam com os de Armstrong. 

publicado por Veruska às 15:36

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Terça-feira, 3 de Julho de 2012

A dualidade onda-partícula... ou como se faz uma licenciatura com aproveitamento numa só cadeira

 

 

A especulação chegou à Ciência, nomeadamente à Física com a hipótese de ter sido descoberto o bosão de Higgs,  partícula “essencial à explicação do mundo que nos rodeia, uma vez que é ela que confere, segundo o Modelo-Padrão, a sua massa às outras partículas (como os quarks, electrões e protões) - e que, sem ela, a matéria tal como a conhecemos, incluindo nós próprios, não poderia existir”.

 

Joe Incandela, professor de Física a trabalhar actualmente no CERN, explica como define a “partícula de Deus”: “Para mim, o Universo - ou seja, o espaço-tempo - não é vazio. É uma espécie de tecido - e, em todos os pontos desse tecido, há partículas que podem, de repente, existir e deixar de existir. Uma delas é o Higgs. O Higgs existe potencialmente; não está realmente lá, mas está lá num sentido virtual”.

 

O bosão de Higgs é simultaneamente uma onda e uma partícula, um conceito de difícil compreensão para a maior parte das pessoas, Por vezes dará jeito encará-la como uma onda e outras vezes como uma partícula, algo difícil de percepcionar no nosso quotidiano, embora em raras situações também comportamentos duais existam. Um dos exemplos que me ocorre é o do ministro Miguel Relvas (não é que tenha alguma coisa contra o senhor ou que queira denegrir a sua imagem, mas o que é um facto é que ele se põe mesmo a jeito).

 

Ora veja-se o percurso académico do senhor:

- 1984 – Inscrição no curso de Direito

- 1985 – Conclusão da cadeira de Ciência Política e Direito Constitucional e subsequente transferência para o curso de História

- 1995/1996 – Reingresso na Lusíada para o Curso de Relações Internacionais

- 2006 – Admissão na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

- 2007 – Conclusão da licenciatura em  Ciência Política e Relações Internacionais.

 

Tal como no bosão de Higgs, Miguel Relvas existe e deixa de existir no universo académico português; ora frequenta um curso, ora frequenta outro, ora estuda numa Universidade, ora estuda noutra. Ao longo do seu percurso só consegue concluir uma cadeira mas adquire o grau de licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais em apenas um ano lectivo, concluindo-se que ele mesmo ausente, só poderá estar lá virtualmente.

publicado por Veruska às 17:46

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2012

Escrevo com ritmo... ou como este governo afinal é um motor de busca


 

Escrevo com ritmo. Quem lê os meus post’s pode concordar comigo ou não, mas não há dúvida de que o ritmo é um dos meus objectivos  quando coloco palavra após palavra.

 

Sei que não sou a única a utilizar esta estratégia. Muitos são aqueles que também a utilizam, seja para cativar leitores ou ouvintes ou simplesmente porque a musicalidade das palavras confere prazer a quem as escreve. Uma das minhas características consiste, sempre que possível, em utilizar grupos ternários de expressões ou palavras para descrever acontecimentos, relatar emoções ou compor frases que pela sua dimensão reduzida necessitam de algum acréscimo.

 

O ministro Vítor Gaspar também faz parte deste grupo. No último fim-de-semana ouvi-o afirmar “será necessário mudar regras, normas, comportamentos e formas de organização para garantir a persistência e a robustez do crédito público”. Situando-se ele, na hierarquia que regula este país, num lugar muito superior ao meu, fiquei contente por utilizarmos o mesmo artifício e aceito sem discussão que ele use grupos quaternários de palavras em vez da minha modesta opção pelos ternários.

 

Mas como a superficialidade das palavras não me satisfaz plenamente, depressa analisei a declaração supra-citada e de repente percebi que afinal o ritmo era mesmo o seu objectivo, relegando para segundo plano o conteúdo. As quatro ideias não se complementam mas sim substituem-se umas às outras, elevando quem as pronuncia para a posição de mero intérprete de uma realidade que lhe foge a cada dia que passa.

 

Hoje, depois de ter tomado conhecimento, de que a Google está a ajudar os chineses a ultrapassar a censura imposta pelo governo, facultando-lhes a informação de palavras alternativas de busca às censuradas, compreendo que afinal o comportamento do ministro Vítor Gaspar, faz parte de um plano que vem sendo revelado muito lentamente, de transformar o governo português no motor de busca semelhante ao Google.

 

A Google é uma multinacional que tem como produto transacionado  o software que possibilite a produtividade online, como o Gmail, o Picasa, o Google Maps, entre outros. Também o governo português se encontra num processo de colagem a esta empresa já fornecendo alguns dos serviços da sua concorrente. Entre eles encontram-se:

 

Caixa de correio electrónico

Segundo Loureiro dos Santos os “ministros passaram a ser a caixa de correio de Vítor Gaspar”, estando já assegurada uma das maiores funcionalidades associada ao motor de busca. Resta é a incógnita do tamanho disponibilizada por cada depósito postal.

 

Comunicar e colaborar na web

Exemplifica-se com o caso de Miguel Relvas, não sendo necessário dar mais algum detalhe.

 

Google tradutor

Este ainda está em desenvolvimento, pois frequentemente não entendemos o que é afirmado pelos membros do governo.

 

Aguardo com expectativa a divulgação de outros aplicativos, como o navegador, o serviço de mensagens instantâneas ou as ferramentas de redes sociais. Resta saber se também à semelhança da Google, a marca Portugal se tornará a mais poderosa do mundo.

publicado por Veruska às 18:57

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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Cenas da vida privada... ou como eu desprezei um podólogo


                                                                                          

 

Sempre achei que os pés devem ser tratados.  Gosto de os ver hidratados, com as unhas bonitas e pintadas, sem ressequimentos nos calcanhares e dentro de uns sapatos de salto alto estonteantes de belos. Por essa razão, decidi aproveitar a borla promovida pela Junta de Freguesia de Montenegro (Faro) e lá fui eu usufruir de uma consulta de podologia com o intuito de descobrir se tinha unhas encravadas ou não.

 

A expectativa era em muito ultrapassada pelo temor de ter de extrair por completo a minha unha do dedo mindinho do pé. Desde há anos, que a mesma me dói  sobretudo quando a moda me obriga a usar sapatos de biqueira estreita, situação com um elevado grau de incompatibilidade com o formato do meu pé.

 

Depois de ter esperado quase uma hora para ser atendida, percebi que o técnico estava a chegar quando uma auxiliar entre dentes disse ao jovem bonacheirão que passava que já várias pessoas o aguardavam. Prontamente fui encaminhada para o gabinete onde o Dr. se apressou a pedir-me desculpa pelo atraso verificado. Em dois minutos foi feito o rastreio e o veredito não podia ser mais assustador. Quanto a calosidades, unhas encravadas e desidratação não havia nada de preocupante, mas já no que dizia respeito aos fungos, a situação mudava totalmente de figura e seria necessário não só uma intervenção que duraria cerca de um ano, como uma reeducação ao nível do meu calçado e dos meus comportamentos em relação aos pés.

 

Teria de deixar de pintar as unhas, situação que causou em mim o maior desalento imaginado. Afinal de contas o tempo “das sandálias” já começou e só ainda não tinha as unhas pintadas porque tinha a consulta de podologia agendada.

 

Seriam-me permitidos sapatos de salto alto, embora não muito alto, com atacadores e assim “um salto que acompanhasse todo o sapato”. O receio invadiu-me, já que os sapatos de cunha não são os meus preferidos.

 

Poderia usar botas; umas botas “tipo texanas com a biqueira larga” modelo que nem consigo imaginar.

 

            Ainda lhe perguntei:

 

            - Mas, ó Dr. o que é que faço às centenas de euros que tenho dentro dos meus armários????!!!!

            - Pois é, a senhora pertence a uma classe tramada, em que o aspecto físico é muito importante.

 

            A partir daqui já não registei mais nada. Só queria sair dali. Estou certa de que me sentiria como o Miguel Relvas, mas ao contrário.  Não sabia nada da vida privada do podólogo, mas também eu só desejava um blackout que impedisse que a informação sobre os meus pés chegasse até mim.

publicado por Veruska às 15:23

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