Sexta-feira, 28 de Março de 2014

No estrangeiro as mulheres são giras, boas e fáceis... ou como em Portugal há homens supimpas


 

Henrique Raposo na sua crónica do Expresso de dia 26 de Março faz um elogio à mulher estrangeira embora esquivando-se das  responsabilidades ao evocar entidades terceiras, como os amigos e o pai. Pelos vistos no estrangeiro – designação que por si só, me faz lembrar a minha ida juventude na década de 70 – é que elas são “giras, boas e fáceis”. Elencam-se até os melhores países de entre os quais se referem os de leste.

 

A narrativa vai tão mais longe, que chega mesmo a comparar hipotéticas boazonas portuguesas (se as houvesse, claro) a quengas (= garotas de programa) numa alusão clara às brasileiras gatinhas ou a atribuir à mini-saia o papel de gestor de reputação de uma donzela. Mas como Henrique Raposo não é mais do que um bom moço, lá mais para o fim do texto retrata-se, incluindo-se no grupo de homens com olhar controlador e que agem como mercadores de escravos sempre que avistam uma dama que não seja atarracada e dona de um buço pujante.

 

Da minha parte acho que ele esteve muito bem. Tenho a certeza que as portuguesas que o conhecem, também só querem retrair a sua testosterona de forma a concentrar toda a sua atenção nos gajos jeitosos, cultos e interessantes que por aí abundam e ver se os convencem a dar uma voltinha em privado. Eu estou do lado delas e caso o venha a encontrar, farei a minha parte - apresento-lhe a lituana com penteado à Kim Jong-un com quem entabulei conversa num destes dias. 

publicado por Veruska às 19:18

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Sábado, 15 de Março de 2014

Novela da vida real... ou um guarda com pinta


 

Uma telenovela é uma série de ficção desenvolvida especialmente para televisão onde se projetam vidas de fantasia com inspiração real que agradam a muitos. Eu também já integrei este grupo, embora desde há uns anos a esta parte que não queira nada com esta arte, não por a considerar menor mas porque prefiro outro tipo de seriado.

 

Neste tipo de produto televisivo as personagens estereotipadas são especialmente idealizadas para prender o espectador ao televisor, sobretudo no período noturno, depois do noticiário da hora de jantar, ou melhor das “hora de jantar, lavar a loiça e arrumar a cozinha”. O romance, o sexo e até a violência surgem episódio após episódio e se tudo correr bem o mistério que prende qualquer um de nós irá levar-nos lentamente até ao final sem que de misterioso nada aconteça.

 

Claro que, com o evoluir dos tempos, também estas figuras fictícias se vão adaptando à realidade social, surgindo novos papéis que antigamente seriam impossíveis de imaginar. Refiro o caso das personagens homossexuais; neste momento não há telenovela, série ou filme em que pelo menos não surja um beijinho gay. Também os cenários, o guarda-roupa das estrelas são escrutinados ao máximo e transformados em poderosas armas de marketing geradoras de dinheiro e influência.

 

Já as histórias da vida real sem pinga de emoção ou segredo começam a ser deixadas para trás. Não interessa se a dívida cresce, se a economia já não está em recessão ou se o Presidente da República promulga os diplomas ou não. Agora o que está a dar é a colagem ao dia a dia.  Começou-se pela cena gay – Portas e Assunção Esteves serão homossexuais (???!!! ver foto) – e agora prossegue-se com uma versão pimba do Ministério das Finanças e a sua Fatura da Sorte (desde já recomendo Rita Ferro Rodrigues para a apresentação do sorteio).

 

Eu enquanto consumidora de produtos televisivos gostaria que fossem um pouco mais longe, para o bem das audiências, claro. E aqui tiro o meu chapéu ao GNR stripper; esse sim, tem um horizonte abrangente e para mim atuava já em horário nobre!

publicado por Veruska às 15:39

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Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

Para mim já não há piropos (I)... ou como é que coisas destas acontecem no meu país

 

 

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1850585#.UiB9VWjnhmo.facebook

 



Do feedback das redes sociais (como se isso significasse mais coisas do que “o que se vê no Facebook”) houve desde cedo uma notícia do i que sobressai – o BE quer acabar com os piropos na rua. Não é que aprove este tipo de galanteio, mas desde pequena que gosto de responder à letra a quem me dirige palavras ou frases que podem incluir “És tão boa” ou “Fogo, comia-te toda”. Quando digo, responder à letra é mesmo ripostar utilizando obscenidades ou linguagem grosseira que podem fazer corar uma pessoa.

 

Felizmente, como nunca fui objecto frequente de tais esquemas poéticos corta-se-me aqui veia inspiradora e necessito de avançar para assuntos mais sérios.  Pois é, duas bloquistas vão promover a reflexão sobre os piropos e uma forma de os controlar nas ruas. Assim numa primeira leitura, pareceu-me um exagero. Um bom piropo pode divertir, aliviar a tensão e até permitir um pouco de ócio a quem trabalha nas obras. Pareceu-me um pouco forçada a relação com a violência doméstica. Por outro lado o machismo subjacente a estas palavras ou frases são mais alvo de chacota que outra coisa, residindo nela punição mais do que suficiente.

 

Enquanto refletia sobre a temática surge a notícia de que o “Tribunal da Relação do Porto absolveu o psiquiatra João Villas Boas do crime de violação contra uma paciente sua, grávida de 34 semanas, que estava a ter acompanhamento devido à gravidez”. De acordo com a notícia “agarrar a cabeça (ou os cabelos) de uma mulher, obrigando-a a fazer sexo oral e empurrá-la contra um sofá para realizar a cópula não constituíram actos susceptíveis de ser enquadrados como violentos”.

 

Assim de repente, só me apetece mandar este psiquiatra falar com as meninas do BE para que estas lhe exemplifiquem muito bem as questões da violência doméstica, exemplificando coisas como “onde enfiar os piropos” ou o que uma mulher pode fazer durante a prática forçada de sexo oral.

 

 

 

publicado por Veruska às 14:38

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Sábado, 10 de Agosto de 2013

Barco do Amor... ou como o fim se pode dar aos 42 anos

 

 

Depois de Corin Tellado chega a vez do fim do Pacific Princess. Tal como no caso da escritora, os episódios de Barco do Amor eram devorados em absoluta concentração relegando para segundo plano quaisquer instinto natural ou perturbação. Não interessava se tinha sede, se a bexiga começava a gritar por alívio ou se houvesse quem quisesse desligar a televisão. Durante cerca de uma hora, tudo o que interessava saber eram as três estórias que se interligavam cruzando as novas personagens no interior do navio.

 

À época costumava pensar que se tratava de uma série fantástica. Cada episódio tinha várias aventuras e os actores que as protagonizavam podiam, por vezes, ser identificados na Nova Gente e recortados com cuidado para amarelecerem desprovidos de importância numa qualquer caixa ou gaveta.

 

Não importava se na realidade a única coisa que se passava dentro do barco era muito sexo. Quase todos (tripulação e passageiros) tinham relacionamentos que não persistiam além da duração do cruzeiro, fomentando a ideia de que afinal o “one night stand” é que era porreiro. Também não importava que todos fossem um pouco racistas. O pobre do empregado do bar, de etnia afro-americana, só conseguia dar uma queca quando aparecia uma passageira mulata.

 

Já o palhacinho de serviço – o Gopher – raramente tinha direito a atividade no seu leito, perpassando a imagem de uma espécie de virgem inocente que fazia rir as criancinhas.  Também virgem devia de ser a Diretora do Cruzeiro – a Julie. Só me recordo de ela ter tido um relacionamento que curiosamente durou mais de um episódio (embora penso que tal se deveu ao facto de os produtores quererem justificar a sua ausência talvez por estar internada a fazer reabilitação por uso excessivo de álcool e drogas).

 

E o Capitão? Ah, o Capitão. Esse senhor que protagonizava cenas de jantares fantásticas, talvez inspirando  Francesco Schettino, o comandante do Costa Concordia.

 

E é assim, que ao fim de 42 anos o Pacific Princess irá ser desmantelado e reciclado, deixando apenas memórias indeléveis em quem, como eu, tem idade para estas recordações. Fico feliz por ter a mesma idade que o Barco do Amor, mas felizmente ainda estar muito longe da política dos 3 R’s.

 

publicado por Veruska às 12:00

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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

Sou uma grande ingénua... ou como será a vida política dos nossos governantes nos próximos dias

 

A música do momento, ou melhor a “música deste Verão” anda no ouvido de todos e a ser cantada também por todos.  Não há vivalma que oiça rádio enquanto conduz que não seja apanhado com trejeitos labiais que indiciam um “get lucky” modesto ou mesmo gritos pungentes acompanhados de vários abanos de cabeça. A batida fica no ouvido, a letra do refrão cola-se à nossa pele e o ritmo consegue sempre invadir o nosso corpo.

 

Apesar de ser uma amante das palavras, não tenho por hábito fixar-me no seu significado quando as canções possuem ritmos que impossibilitam a minha imobilidade quando as oiço. Já por várias vezes fui chamada à atenção por gritar refrões em público que de tão impróprios podem pôr a minha segurança em risco. Recordo com alguma saudade, sim admito-o, o “I’m horny…oh so, horny” muito em voga durante as minhas deambulações por Ibiza e… mais nada! Agora pensando bem, parece que não tenho mais aventuras com letras de canções.

 

Bem, passando à frente. Parece que a letra de Get Lucky é altamente sexual (de tal forma que vão ser lançados preservativos alusivos à canção):


     She's up all night 'til the sun

     I'm up all night to get some

    She's up all night for good fun

    I'm up all night to get lucky.

 

Eu pensaria que a senhora passaria a noite inteira acordada, com o intuito de se divertir enquanto o cavalheiro só quereria ter sorte (se calhar jogava bingo). Nas entrelinhas o texto diz-nos que a senhora está recetiva a atividade sexual e que o cavalheiro afinal não joga à roleta mas sim procura parceira para um envolvimento físico.

 

Obama também já canta a canção em versão rap e de certo que a sua Michelle estará muito feliz. Por cá, ontem Cavaco Silva também cantou “Queres ver que vais ter sorte” mas com algumas nuances. A batida foi um pouco menos “disco sound” e a letra também foi ligeiramente diferente. No entanto, não há dúvida de que muitos políticos vão passar as próximas noites acordados na esperança de ter sorte embora que para tal, provavelmente, muitos terão de se envolver em práticas de sodomia…política!

publicado por Veruska às 15:19

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