Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

A "Paixão pela Educação"... ou o um "Ensaio sobre a Doideira"

 

 

 
O opinar sobre tudo, talvez seja uma competência específica dos portugueses mas, o que é certo é que, desde que me lembro que oiço os adultos que me rodeiam a “dizer mal” de quase tudo! Se, há uns anos atrás, isto apenas se verificava nas conversas entre amigos e conhecidos, actualmente isso é extensível aos meios de comunicação social – veja-se o caso dos programas de televisão em que o cidadão anónimo pode através de um mero telefonema dizer o que acha sobre os mais variados assuntos.
 
O tema por excelência deste tipo de discussões foi desde que há memória o futebol, mas nestes últimos anos existe um outro que, a pouco e pouco, vem conquistando por direito próprio o protagonismo – a educação. Não há ninguém que não tenha já manifestado o seu parecer sobre este tema:
- “Os professores com o ordenado que ganham, não devia nem de reclamar! Ganham muito mais que o meu marido.” – afirma sempre insistentemente a minha esteticista cujo marido é polícia;
- “Ai, isso agora está mal para os professores, não? Tenho ouvido dizer que eles agora têm de fazer muitas tabelas!” – lá dizia alguém que é gestora numa empresa de telecomunicações;
- “Como as aulas já acabaram já estás de férias…Sua sortuda!” – todos me dizem, sem que consiga compreender o que isso significa.
 
Cabe-me a mim esclarecer o que se passa actualmente no pelouro da educação, que já muitas vezes foi declarado como paixão por alguns governantes. Tudo começa no ano de 1995, em que um simples homem de seu nome António Guterres, no meio de uma sala de conferências totalmente cheia afirma que “A nossa convicção foi sempre de que a Educação seria a condição-chave de desenvolvimento. Independentemente dos resultados das próximas eleições legislativas, há hoje a convicção generalizada de que uma sociedade moderna só se desenvolve em ligação entre a Educação, a Ciência e o Emprego”. Rapidamente esta maleita se espalhou, primeiro a outros políticos da mesma cor partidária, depois aos elementos da oposição. 
 
Com o intuito de acabar com este foco epidémico, todos aqueles que padeciam desta doença ou que se julgassem infectados foram encarcerados, primeiro na Residência Oficial de São Bento e depois num edifício situado na Avenida 5 de Outubro em Lisboa, munidos apenas de muito papel e lápis. Como tudo indicava, rapidamente a doença da “Paixão pela Educação” se disseminou e foi necessário encontrar outros locais onde os que dela padeciam pudessem ser submetidos a uma quarentena forçada. Primeiro utilizou-se a Assembleia da República, depois algumas Escolas Superiores de Educação, autarquias e actualmente recorre-se com muita frequência às escolas públicas. A sintomatologia inclui sinais tão díspares como :
- utilização frequente de vocábulos cujo significado é totalmente desconhecido;
- manifesta incapacidade em manter uma conversação inteligível;
- necessidade extrema de repetir tarefas;
- não compreensão da informação escrita, principalmente da legislação;
- grande satisfação em possuir muito papel (rascunhos, fotocópias, boletins informativos, …).
 
Desconhecendo-se o vector responsável pela disseminação da doença, é impossível encontrar o tratamento que a trave.  As forças de manutenção da ordem receiam o pior, pois é mais do que evidente a agressividade latente nos atingidos por esta doença: a solidariedade é inexistente, a inveja é um sentimento dominante e quem domina as TIC exerce a sua superioridade. Apesar de todos os esforços, as autoridades, muitas delas também já afectadas pela doença, não conseguiram delimitar o surto epidémico e neste momento outros países também já foram atingidos. Veja-se o caso do Reino Unido onde a legislação irá impor que as crianças com menos de 5 anos sejam sujeitas a um exame em que a sua aprovação é essencial para a entrada no ensino pré-escolar. Neste exame avaliar-se-ão competências como: interagir com outras crianças, negociar, mudar de conversa, recitar o alfabeto, entre outras.
 
            Mas a esperança existe, e por vezes chegam-nos relatos de resistentes; pessoas que terão desenvolvido características especiais que lhes permitem manterem-se imunes ao agente infeccioso. Quase como uma espécie de tradição oral, lá se vai tendo conhecimento de alguém que sem medo:
- diz a quem quer ouvir que a linguagem que muitos utilizam não é compreensível e até, em alguns casos, é inexistente;
- se recusa a desempenhar tarefas que não fazem sentido;
- insiste em manter registos informatizados em vez dos tradicionais registos em papel…
             
publicado por Veruska às 00:46

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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Os homens são todos iguais... ou como eles podem ser tão diferentes delas

 

 
É sabido que os seres vivos possuem cinco sentidos: a audição, a visão, o tacto, o paladar e o olfacto. Estes sentidos estão muito mais bem desenvolvidos nas mulheres e é por essa razão que neste género, a intuição é um factor tão importante nas relações inter-pessoais. Da mesma forma que milhões de anos de evolução culminaram no desenvolvimento da intuição feminina, nos homens um fenómeno semelhante ocorreu embora tenha levado à atenuação dos cinco sentidos comuns, da forma que se passa a explicar:
 
1 – Défice de audição
 
Quando a conversa não lhes interessa, não ouvem (o que por si só não parece muito exclusivo deste género; eu própria também gosto muito de não ouvir o que não me interessa). Mas mais grave do que não ouvirem é omitirem toda uma série de questões ao longo de uma conversação, proferindo afirmações descontextualizadas.  Este tipo de atitude por parte dos homens tem vindo a classificar as mulheres como repetitivas, sendo elas muitas vezes injustamente acusadas de estarem sempre a dizer a mesma coisa.
 
2 – Aumento da visão periférica selectiva
 
A visão periférica foi aperfeiçoada, o que lhes permite observar detalhadamente alguns pormenores secundários da acção que se desenrola, como os atributos físicos das colegas na aula de Body Pump. Esta característica levou a que a alguns homens lhes fosse diagnosticado estrabismo.
 
3 – Défice de tacto
 
Os homens, além do tacto relacionado com a percepção dos estímulos mecânicos, não conseguiram desenvolver uma delicadeza moral (também chamada de tacto) que os leva a desaparecer sem qualquer justificação durante dias a fio. Depois de uma fase inicial de estranheza, as mulheres que os rodeiam rapidamente voltam à sua vida quotidiana estabelecendo novos contactos com o sexo oposto.
 
4 – Alteração do paladar
 
O paladar é sinónimo de gosto e o gosto relaciona-se com o prazer.  Os homens ao longo dos milénios foram desenvolvendo uma particular satisfação em manter as mulheres ali pertinho deles, mas sem se comprometerem. De preferência até mais do que uma; assim uma de cada tipo para viverem a vida de todos os prismas possíveis. Esta alteração é tão mais intensa quanto mais velho for o homem ou quanto “mais casado” estiver. Como consequência, a chamada intuição feminina tem evoluído ainda mais e neste momento já são as mulheres que melhor utilizam esta ferramenta relacional.
 
5 – Intensificação do olfacto
 
O olfacto ou faro é a capacidade de percepcionar os odores.  Nos homens este sentido está muito desenvolvido e também muito direccionado para situações extremas. Facilmente os homens conseguem reconhecer no meio de várias mulheres sem qualquer característica dominante, a fêmea mais “bardajona” e menos adequada à sua personalidade. Este é um factor bastante positivo e permitiu às mulheres desenvolver a competência de descartar rapidamente um homem que se comporte como um “cachorro”.
 
É por tudo isto que desde sempre oiço dizer que os homens são todos iguais. Não se trata do seu aspecto, do seu comportamento ou até das suas preferências, o que na realidade acontece é que eles lá bem no seu âmago são todos iguaizinhos.
 
 
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publicado por Veruska às 16:19

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