Domingo, 15 de Abril de 2012

A Nokia já não é líder de mercado... ou porque é que ninguém avisa José Ramos-Horta!?!??


 

 

Ainda recordo, embora sem saudosismo, os tempos em que a Finlândia era um país para o qual devíamos de olhar de forma inspiradora. O primeiro-ministro, José Sócrates, não se cansava de elogiar os bons exemplos finlandeses e de insinuar que muitos deles deviam ser copiados pelo nosso país.

 

            Uma das áreas que mais o impressionou foi o sistema de ensino finlandês sobretudo no que dizia respeito às Tecnologias de Informação e Comunicação. A sua inspiração levou mesmo ao delineamento do Plano Tecnológico, que passou a ser uma prioridade para o nosso país e com o qual se pretendia, na altura, modernizar Portugal. Esse plano era constituído por medidas que distribuíam por três eixos – Conhecimento, Tecnologia e Inovação – e tinham como público-alvo os cidadãos, as empresas, a administração pública e o ensino e formação.

 

            Não é o objectivo deste post, insinuar sobre os resultados alcançados com o programa, nem sequer sugerir que o despesismo associado a muitas das medidas foi omisso. O que pretendo é constatar, que mais uma vez, existem acontecimentos que apesar de aparentemente desconectos, revelam que nada no Universo acontece por acaso.

 

            Hoje sou confrontada com a notícia de que a Samsung substitui a liderança de 14 anos da Nokia, no mercado móvel.  Este facto por si só não constitui nenhuma admiração para quem já sabia que a Nokia tinha perdido o mercado dos smartphones e que apenas era líder à custa dos seus produtos de gama mais baixa.  O curioso aqui, é constatar que aquela que outrora foi considerada uma empresa de elevado sucesso oriunda de um dos países mais prósperos do mundo está quase ao nível de “lixo”, fazendo valer o princípio de Lavoisier “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

 

            Mas mais curioso ainda é descobrir que o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, se irá deslocar em breve a Timor-Leste para apoiar este país a desenvolver um Sistema de Segurança Social, esperando os timorenses “recolher ensinamentos da experiência portuguesa”. Eu acho que alguém devia avisar José Ramos-Horta de que correm rumores da insustentabilidade da nossa Segurança Social, não vá ele arrepender-se no futuro de ter seguido o nosso modelo.

publicado por Veruska às 18:43

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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Portugal é uma festa... ou como o novo Acordo Ortográfico nos leva ainda mais longe


 

 

 

A única justificação que apresento para não escrever seguindo o novo Acordo Ortográfico é que “não quero escrever assim”. Não é que seja uma pessoa teimosa, mas quando não quero fazer uma coisa, não a faço e como não me apetece escrever de acordo com a nova grafia, não escrevo.

 

 

            Sempre achei que esta transição teria de ser uma coisa natural para mim. Algo que surgiria sem grande esforço da minha parte. Já tinha sido assim com a condução, com a transição do escudo para o euro e até com a maternidade. Claro que começo a baixar a guarda, pois ao fim de mais 3 anos de vigência do Acordo estou já um pouco baralhada e por algumas vezes, desejei mesmo que esta transição pessoal já tivesse acontecido.

 

           

            Tal posição sobre o assunto não se deve ao desconhecimento das novas regras. Eu sei que foram inseridas novas letras no alfabeto, que não se pronuncia o que não se lê, que há supressão de alguns hífens e de alguns acentos gráficos, etc., mas desconhecia que algumas palavras também passavam a apresentar novos significados.

 

            É o caso da palavra “festa”. Para mim, e também para o dicionário da Porto Editora, o seu significado corresponde a “solenidade religiosa ou civil; comemoração pública periódica ou ocasional em honra de um acontecimento ou pessoa; reunião social para convívio e diversão, geralmente com música e dança; banquete, festim; demonstração pública de alegria.

 

            Ontem, depois de ver a antiga Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmar numa comissão parlamentar “o programa da Parque Escolar foi uma festa para as escolas, para os alunos, para a arquitectura, para a engenharia, para o emprego e para a economia”, percebi que afinal festa é um conceito muito mais abrangente pois parece referir-se não só ao que vem no dicionário, mas também ao enriquecimento rápido de algumas áreas profissionais.

 

            Outro dos conceitos que se alterou foi o de “crime”. Também segundo a douta senhora ex-Ministra da Educação, “a existência de despesas e pagamentos ilegais” não constitui um crime mas sim “uma irregularidade tipificada”.

 

            Vamos lá ver se eu absorvo todas estas alterações até 2015. 

publicado por Veruska às 19:32

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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

A Google apresenta os seus óculos de realidade aumentada...ou como Passos Coelho segue os passos de Steve Jobs


Desde há algum tempo que a Apple e a Google vem a disputar o mercado em ascensão das novas tecnologias embora as suas estratégias de marketing sejam muito diferentes. A Apple sempre lançou os seus novos produtos após períodos de grande secretismo em que nada se sabia sobre o que estavam a desenvolver, enquanto que a Google nos tem brindado com a partilha de informação sobre o que vai desenvolvendo.

 

É o caso do Project Glass que consiste nuns óculos de realidade aumentada que fornecem informações (alertas sobre o tempo, o trânsito, etc) aos seus utilizadores, permitem atender chamadas e sabe-se lá mais o quê.

 

Em Portugal, um protótipo destes óculos especiais é já utilizado em regime de teste e os primeiros resultados foram divulgados por Francisco Louçã na Assembleia da República.  Ontem, o deputado do Bloco de Esquerda anunciou em tempo real que estaria a ser comunicado o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa.

 

Pedro Passos Coelho, que se tem revelado mais próximo das estratégias de sigilo absoluto de Steve Jobs, apressou-se a comunicar a suspensão das reformas antecipadas não fosse Francisco Louçã ligar o aparelho!

 

publicado por Veruska às 21:15

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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Publicidade comparativa... ou como o "consumidor médio" julga que uma gasosa "tem magnetismo"


 

 

Lembro-me da altura em que a televisão era apenas a preto e branco. Nesse tempo a televisão chegava até nós pelas chamadas ondas hertzianas, conceito que para mim, na altura, era totalmente abstracto.

 

Várias décadas depois, já em poucas situações a televisão chega até nós por ondas hertzianas mas, tal como no passado, a ignorância sobre a tecnologia que nos permite ver os nossos programas preferidos, continua a ser desconhecido pela maioria das pessoas.

 

É a pensar no consumidor, que o Institudo Civil de Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP) obrigou a que fosse suspensa a campanha de publicidade da “Meo Fibra”. Esta deliberação vem na sequência da queixa apresentada pela Optimus que considera que essa campanha “ofende os normativos ético-legais em vigor em matéria de veracidade e de livre e leal concorrência, neste caso, em sede de regulação de práticas de publicidade”.

 

Nesta acção publicitária, a “Meo” desenrola um encenado teste de rua em que populares identificam a fibra óptica pela qual o serviço de televisão é prestado em oposição a uma gasosa. Para mim, tal comparação não passa de uma situação impregnada de comicidade e jamais acharia que um refrigerante seria um meio de teledifusão.

 

Mas o ICAP não pensou desta maneira e considerou que “a comunicação comercial da responsabilidade da PT é susceptível de induzir o consumidor médio em erro, consusbtanciando, assim, uma prática de publicidade enganosa”. Muitos comentários poderiam ser feitos, mas aquele que mais assoma a minha mente é “que um consumidor médio poderá ser enganado”...

 

publicado por Veruska às 23:14

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Domingo, 1 de Abril de 2012

Um supermercado inglês...ou como a moda se está a espalhar às empresas portuguesas


 

 

 

                                              

 

 

Compreendo que a fluência em língas estrangeiras é uma competência importante nos dias que correm. Quem não sabe inglês vê as oportunidades diminuídas e quem consegue falar línguas pouco comuns é valorizado. Essa pressão para se falar outros idiomas tem vindo a aumentar, passando a explicar seguidamente a razão pela qual faço esta afirmação.

 

No Algarve existem muitos ingleses, quer a fazer turismo, quer já a habitar de forma permanente e é sabido que estes algarvios “emprestados” são uma mais valia para o nosso país em virtude do dinheiro que estão dispostos a gastar, espevitando assim a economia local. Não existe estabelecimento comercial que não almeje atrair estes clientes e por isso são adoptadas estratégias muito diversificadas.

 

Face à crise que o nosso país atravessa e à diminuição de turistas por estes lados, novas oportunidades de negócio são sempre bem-vindas. É o caso do supermercado Iceland no Retail Park de Albufeira. O espaço não é muito amplo, nem sequer muito agradável, pois está lotado com prateleiras quase até ao tecto, mas a diversidade de produtos impressiona. Impressionam ainda mais, o facto dos preços estarem em libras (a par com os euros), os produtos serem todos importados (mesmo os que são comercializados em Portugal) e os empregados não falarem uma palavra de português.

 

Esta estratégia de marketing tem um duplo objectivo: por um lado incentiva o consumo por parte de quem vem de economias mais fortes e por outro lado demove algum português de comprar seja o que for, incentivando assim a poupança.

 

Esta tendência comercial é também já utilizada por algumas empresas portuguesas, nomeadamente a Lanidor e a Modalfa. Na primeira, os estrangeirismos invadem não só o site, como todos os mail's recebidos com a sua publicidade e na segunda constata-se que a roupa vendida é perfeita para os escandinavos.

 

É a Marca Portugal em todo o seu esplendor!

 

publicado por Veruska às 21:59

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