Sábado, 16 de Março de 2013

Mais uma ode ao Pingo Doce... ou como cá em casa devíamos de deixar de ver o The Walking Dead

 

 

    As notícias dos últimos dias são catastróficas. Pelos vistos existe uma ordem para colocar na mobilidade vários milhares de funcionários públicos, a troika está por cá e faz nova avaliação, o Google Reader irá acabar e até o meu filho de 15 meses rejeita por completo a ideia de estar ao meu colo nas aulas natação.

 

 

            Mas de tudo o que vem escrito nos jornais de hoje (nas versões on-line e gratuitas, claro) há algo que chamou a minha atenção - O dobro da austeridade resultou em quase o dobro dos défices previstos. A notícia de novo não traz nada, mas o conceito matemático que subjaz neste título é deveras interessante.

 

    Trata-se de multiplicar quantidades por dois, mais concretamente, quando a austeridade passa a ser duas vezes daquilo que era, os défices indesejados também passam ser duas vezes superiores, situação que não escapa, nem nunca escapou ao comum dos cidadãos.

 

    Ora cá por casa, também gostamos muito do número dois, sobretudo quando ele em vez de ser utilizado como fator multiplicativo passa a ser utilizado como fator divisivo. Concretizando, quando o Pingo Doce vende as pistolas NERF a metade do preço, o número de itens comprados pelo homem da casa supera as expectativas do elemento mais equilibrado e responsável desse agregado familiar.

 

    Sei que este tipo de artigo traz com ele muitas vantagens nomeadamente o incremento da atividade física por parte dos vários elementos da família. É comum ver a mãe, mulher trabalhadora e dona-de-casa esforçada, a fugir tentando fintar os projéteis que lhe são disparados ou ver o pai motivado em apanhar as munições do chão (ao contrário do que acontece com os vários itens de brincadeira utilizados pela criança da casa).

 

    Sei que podemos parecer estranhos, quiçá até malucos, mas o que é certo é que começo a fazer pressão cá em casa para vemos o The Bible e deixarmos de parte o The Walking Dead.

 

publicado por Veruska às 16:15

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Segunda-feira, 11 de Março de 2013

Todos falam da cetona de framboesa... ou como eu passei a ter umas unhas impecáveis

 

 

Das primeiras vezes que vi o Dr. Oz na televisão, mais concretamente nos programas da Oprah, fiquei maravilhada.  Aquele homem com muito bom aspeto e cativante na forma de falar dizia coisas muito interessantes e mostrava corações, úteros, pulmões verdadeiros, e isso provocava em mim uma sedução difícil de compreender.

 

Comprei os livros, divulguei as coisas que ele preconizava e até pensei em comprar um ou outro dos suplementos que ele ia publicitando.  Mas à medida que o tempo ia passando e a sua popularidade ia subindo, o meu interesse começou a diminuir, começando mesmo a compará-lo a um Macgyver da medicina.

 

Tal como na série de aventuras dos anos 80, não posso dizer que tudo se trataria de uma charlatanice, mas na realidade o princípio científico que jaz por detrás do que é dito está lá mas de forma tão diluída, mas tão diluída que se calhar o efeito real da coisa já não existe.

 

É o caso da cetona de framboesa, divulgada num dos tais programas do Dr. Oz e que pelos vistos é uma ajuda essencial na perda de peso. Na realidade não há estudos que o comprovem. Tudo o que se sabe é que a sua estrutura molecular parece estar de acordo com a hipótese de promoção de perda de peso.

 

Como também sou uma mulher da ciência (embora não da medicina) quero aqui armar-me um pouco em Dr. Oz da estética e divulgar uma descoberta fantástica. Padeço de Síndroma de Menière há já muito tempo e, depois de uma ausência quase total de sintomas durante alguns anos, este fim-de-semana fui premiada com a sintomatologia total.  Entre tonturas, náuseas, pressão no ouvido e olhos lá procurei a medicação, ajustei-a e iniciei o período de espera pelo desaparecimento dos sintomas.

 

Curioso, é o facto de a partir do momento que iniciei o anti-vertiginoso – dicloridrato de betahistina – passei a conseguir pintar as unhas sem as borratar. Não interessa se as pinto com a mão direita ou mão esquerda, com tons mais claros ou mais escuros ou concentrada no que estou a fazer ou à pressa.  O resultado é sempre o mesmo; unhas perfeitamente pintadas. 

 

Invisto na saúde, mas poupo na manicure!

publicado por Veruska às 20:54

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Sábado, 2 de Março de 2013

A Caixa... ou como só me falta viver numa rua inclinada de Alfama

 

 

Não é que seja uma fã incondicional de Manoel de Oliveira, mas posso dizer que alguns dos seus filmes fazem parte dos meus preferidos. Mais concretamente, A Caixa, que visionei pela primeira vez num dos canais da TV Cabo especialista em passar filmes com mais de 10 anos e muitos deles com sucesso comercial bastante duvidoso.

 

Nessa tarde que já não consigo localizar no tempo, sou confrontada com uma imagem de Luís Miguel Cintra a fazer de ceguinho agarrado à sua caixa de esmolas. Todos a cobiçavam e almejavam fazer dinheiro de maneira fácil sem para isso realizar nada que não fosse um simples peditório. Dos diálogos jamais esquecerei a frase “Mas vossemecê, não é ceguinho…” entoada com a carga de sofrimento de quem sofria uma limitação para a vida.

 

Ora, foi algo semelhante a isto que aconteceu na passada quinta-feira. Recebo uma caixa lilás, com a inscrição “Bolos & Bolachas Milka” que desencadeou a maior confusão no meu local de trabalho, tendo ela sido anunciada perante todos os que se encontravam na sala de trabalho com um tom em que se destacavam a curiosidade com uma pontinha de inveja – “Esta caixa é para a Veruska!”

 

Estando eu afónica nesse dia, limitei-me a receber a encomenda, sorrir e deslumbrar-me com o seu tamanho, intuindo sobre o festim que iria atingir a minha casa nos próximos dias. Apesar de saber que acima de tudo, teria de ter uma postura altamente profissional, independente e à prova de condicionamentos, sentia-me muito feliz por ter esta tarefa de degustação de “Bolos e Bolachas Milka”.

 

O que não sabia é que apesar de não viver numa rua inclinada, todos aqueles com quem me cruzaria e que me visitariam nos dias que se seguiriam, iriam invejar a minha caixa lilás. Só que ao contrário do ceguinho do filme de Oliveira, o conteúdo é mesmo para partilhar!

 

publicado por Veruska às 13:42

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