
Há quem diga que o Natal é uma festa de família, uma celebração de afectos ou um marco religioso de extrema importância. Há quem celebre o nascimento do Menino Jesus, a troca de prendas ou simplesmente a alegria de estar junto dos que se amam. Há ainda quem ajude os mais desfavorecidos ou pense mais intensamente nos que já não se encontram junto de nós. O apelo ao consumismo intensifica-se de forma exponencial durante o mês de Dezembro, as crianças escrevem ao Pai Natal e os adultos esperam ansiosamente pelo pagamento do subsídio equivalente a um mês de trabalho obtido sem esforço.
Eu encaro essa data quase como apenas um mero feriado – não monto nenhuma árvore de Natal, não suporto ouvir uma única canção de Natal e insisto em manter em exposição durante o ano inteiro o meu pequeno presépio junto de um boneco de vudu com alguns alfinetes espetados.
Mas para mim este ano foi diferente, pois apesar de tudo parece que estou voltar à tradição, já que pela primeira vez na minha vida confeccionei um tronco de Natal. Confesso que para mim o importante não foi a simbologia associada a esta sobremesa, mas sim a quantidade imensa de chocolate e natas que integram a sua confecção.
Tal como eu, outros tentaram este retorno à tradição. Houve quem tivesse passado o Natal à luz do “Petromax” inspirando-se na palhota onde nasceu o menino Jesus apenas iluminada pela Estrela de Belém, quem tivesse sido agredido em plena Missa do Galo relembrando as agruras vividas por São José e pela Virgem Maria e até quem tivesse usado armas de fogo relembrando Herodes no massacre das crianças de Belém.
Gostava de ter provado...
De Luísa a 28 de Dezembro de 2009 às 11:49
Ainda tenho esperança que tenha congelado um bocadinho para mim...
Hmmm Já me abriste o apetite...Para a próxima, diz qqr coisinha antes, sff.
E essa do massacre das crianças de Belém, está óptima...Teria dois amigos o dito executor testamentário do Herodes?
Beijinhos e viva o Reveillon!
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