Já há vários dias que corria o rumor de que o Pingo Doce iria fazer uma promoção bombástica. O desconto de 50% parecia ser consensual, embora não se soubesse concretamente quais as condições que iriam ser aplicadas.
Sendo eu uma fã incondicional dos supermercados da Jerónimo Martins, preparei-me para o evento pensando no que necessitava de adquirir e a melhor forma de o fazer no menor espaço de tempo possível organizando tudo o que precisava apenas num carrinho. Efabulei sobre tudo o que poderia acontecer nesse dia. Gostaria de comprar fraldas e afins a preços baixos, acrescentar uns cremes hidratantes, repor o stock de produtos de limpeza e trazer umas guloseimas. A poupança que tencionava fazer seria enorme, porque sendo eu uma grande aficionada dos produtos de marca própria do dito supermercado estaria já a ganhar com o baixo preço a que elas são vendidas.
Preocupava-me o facto de ser o feriado de 1º de Maio, dia em que por motivos vários, teria de participar nas comemorações que iriam realizar-se em Alte. Não conseguiria realizar as compras logo à abertura e corria o risco de ao final do dia já haver muita confusão.
O meu dia decorreu sem acesso aos meios de comunicação social e as poucas notícias de que tive conhecimento vieram pelo telefonema de uma amiga que me relatou alguma confusão, umas prateleiras vazias e me aconselhou algumas estratégias para me ser prontamente atendida nas caixas.
Espalhei a boa-nova ao longo do dia e quando finalmente me dirigi ao Pingo Doce em Faro (Figuras) deparei-me com um cenário de alguma confusão mas que se parecia afastar do caos a que mais tarde vim a ter conhecimento. Estacionei o carro com alguma facilidade (consequência de ser cliente assídua da superfície comercial e saber já como posso estacionar em “lugares alternativos”), agarrei em vários sacos reutilizáveis, peguei no meu filho de 5 meses, endireitei as costas, respirei fundo e iniciei a marcha que me levaria ao interior do supermercado.
A zona da fruta/legumas estava cheia de produtos e a da charcutaria embalada também, o que me proporcionou algum alento. As pessoas amontoavam-se e os produtos também. Muitos tinham adoptado a mesma estratégia de levar um bebé com eles, outros achavam indecente que se estivessem a usar crianças neste tipo de situação.
Empinei o nariz e comecei a tentar chegar aos corredores mais internos para avaliar se valeria a pena enfrentar aquela confusão. Ao fim de poucos metros fiquei logo bloqueada por carrinhos, sacos com compras, caixas com amontado de objectos, etc. Tive de sair dali rapidamente. E foi mesmo rapidamente. Tive sorte e colei-me a um senhor de cadeira de rodas que me foi servindo de “abre-alas”.
Por todo o lado se fala nos aspectos negativos em redor desta promoção sem precedentes, mas ninguém fala daquilo que já se aprendeu com o que aconteceu em Portugal. Refiro-me concretamente ao jovem que conseguiu entrar numa central nuclear francesa. Ele “chegou num parapente a motor à central nuclear francesa de Bugey, accionou um dispositivo que libertou fumo e depois aterrou no interior da central”. Estou certa de que terá passado o Dia do Trabalhador a tentar fazer compras no Pingo Doce.
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