Sábado, 2 de Fevereiro de 2013

É verdade o que afirmo no título deste tão excruciante post: EU CONSEGUI TERMINAR O ISEL. Fiz o bacharelato no tempo previsto, interrompi os estudos por 1 ano e voltei para licenciatura, estudos que acumulei com o início da minha carreira. Também este grau foi feito no tempo previsto sem grandes sobressaltos e com uma média simpática que me permitiu, anos mais tarde, ingressar numa carreira um pouco paralela à minha formação inicial.
Não precisei de fazer cadeiras ao domingo, nem de enviar trabalhos por fax ou mesmo de realizar grandes manobras ardilosas para ir alcançando o sucesso passo a passo. Gostei de muitas das cadeiras que frequentei. Jamais esquecerei conceitos que para a maior parte das pessoas são enigmas totais. E não tenho forma de agradecer a todos os professores que me ajudaram a construir o perfil científico que atualmente possuo.
Durante esses cinco anos, faltei a aulas, joguei às cartas como uma louca, abandonei salas porque não estava para ouvir o professor em tom monocórdico e até ouvi uma ordem de expulsão de um laboratório por estar a causar demasiada confusão. Durante esse riquíssimo período da minha vida houve uma coisa que nunca fiz: descurar o estudo, essencial para assegurar o meu futuro (palavras que na altura não faziam muito sentido para mim, mas que decidi acatar pois a sabedoria parental é sempre de considerar).
Hoje sei que tive um percurso académico exemplar e por isso vou já tentar reclamar mais 1 valor para a minha média final.
Parabéns cara Amiga. É cada vez mais importante ter um grau académico, obtido regularmente numa instituição séria. No meu tempo, não havia instituições duvidosas, e sem desemprego, com a economia a funcionar, sem grande endividamente público, a posse de um título académico, significava um emprego bem pago. Na altura que o obtive, 1974, pude escolher entre várias opçõe de emprego, públicas e privadas. Mas não devo falar mais desse tempo, senão ainda vou para a cadeia. Os de esquerda política, designaram-no como sendo "Fascismo", logo tudo o que aconteceu durante o mesmo, segundo os mesmos foi fraude, roubo, crimes horríveis, matavam todos os opositores, eram todos burros, corruptos e incompetentes. Foram 50 anos que quiseram riscar da nossa História, por isso agora não os podemos recordar. E eu que tenho saudades da maior parte das coisas que vivi então, estou condenado a ser um sem memória. Coisas desta "democracia" Um abraço e desculpe não ter sido mais breve.
De
Veruska a 5 de Fevereiro de 2013 às 12:36
Não se preocupe com a delonga do seu comentário; a velocidade é um conceito relativo.
De uma forma geral estou consigo, embora discorde do tom daquilo que o leva a ter saudade de 50 anos da nossa História.
Cara Amiga, só para memória futura, que fique claro que eu ainda hoje tenho críticas em várias áreas, sobre a política do regime anterior. Mas houve coisas boas, que me dispenso aqui de referir, porque todos os da minha geração conhecem. Agora o que não concordo é que se queira afirmar, falsamente, que tudo foi errado, tudo foi corrupto, tudo incompetente, nada prestou. Isso é uma estupidez e uma falsidade que até a História já publicada permite desmontar. Se um dia quiser ler um livro escrito por um autor independente sobre esse tempo, diga-me, terei todo o prazer em lho recomendar.
PARABÉNS!!!
(Atenção: deve ser lido a plenos pulmões ;-)
Curioso, também tenho um percurso académico parecido! E, na minha segunda vida académica, feito a trabalhar...Acho que vou pedir mais um valor, também.
Excelente, como sempre!
Comentar post