A minha entrada na maturidade não foi marcada por nenhum acontecimento especial e nem sei, com certeza, quando aconteceu. Só sei que a associo sempre ao desejo de querer atingir a serenidade que esteve ausente da minha vida durante tantos anos. Hoje, altura em que me aproximo rapidamente daquilo que provavelmente será a minha “meia-idade”, acho que os anos que insistem em passar me têm melhorado – sou menos inconstante mas continuo a possuir o espírito livre de pré-conceitos de que tanto me orgulho.
No entanto, recentemente, assustei-me com o facto de estar a pensar como uma mãe da geração da minha (exceptuo a minha própria mãe porque apesar de sido uma acérrima conservadora durante a minha adolescência, agora que cresci é do mais liberal que se possa imaginar…). E ainda pior, percebi que protagonizei um momento de “generation gap”, aquilo que tantas vezes gritei a mim mesma que jamais iria fazer!
Antes de continuar é melhor avisar desde já, que esta história contém uma narrativa que poderá chocar os leitores mais sensíveis ou mesmo, todos os leitores… Não pensem que tal recomendação tem como finalidade aumentar significativamente o número de leitores das minhas humildes crónicas; a realidade é que a história é absolutamente surpreendente! Ela centra-se num grupo de quatro jovens no início da adolescência (duas raparigas e dois rapazes) possuidores de uma enorme cultura geral que num determinado dia decidiram fazer uma viagem de elevador . Estes jovens tinham como objectivo criar uma associação cuja intervenção iria mudar irreversivelmente toda a comunidade envolvente.
Como nos é erradamente transmitido pelos media e também por quem pensa que sabe do assunto, não é o avião o meio de transporte mais seguro do mundo, mas sim o elevador. Importa, então, valorizar esta alternativa pouco poluente e de alguma forma compensar o facto de ela não permitir o desgaste calórico que ocorre quando se opta pela utilização das escadas de um qualquer edifício. Foi o que já referido grupo de jovens decidiu fazer. Numa tarde de Primavera (altura em que, como se sabe, as hormonas “estão aos saltos”) iniciaram então a sua já mítica viagem de elevador e num momento de arrojo ímpar criaram uma associação local ligada ao internacional Mile High Club e cujo sucesso está totalmente garantido, pois a popularidade conquistada superou todas as expectativas dos seus primeiros associados.
Algures no percurso, uma das raparigas praticou fellatio com os dois rapazes (revelando que Portugal é tão ou mais desenvolvido que os Estados Unidos pois as festas arco-íris já estão a chegar…), enquanto a outra rapariga observava atentamente toda a cena a fim de a poder relatar pormenorizadamente angariando os primeiros sócios do clube. Sosseguem-se as mentes de quem ainda está a ler isto – foram usados preservativos!
É como um turbilhão de emoções que posso descrever o que senti quando tomei conhecimento do que tinha acontecido: primeiro fiquei incrédula, depois escandalizada, mas agora é a ansiedade o que melhor me caracteriza. É que face ao apoio que tem sido manifestado pela sociedade civil, a associação irá transformar-se a curto prazo numa Organização Não Governamental alargando o seu âmbito de acção – passarão a ser contemplados outros público-alvo e outras práticas igualmente prazenteiras!
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