Numa aula de Tango em plena Buenos Aires, chega um homem barbudo de ar enigmático, pousa a pasta que carregava, não fala com ninguém e fixa o seu olhar no chão.
Eu que descansava um pouco, antes de reiniciar mais uma tentativa de dança, sinto uma enorme curiosidade em tentar perceber o que ele observava. Só poderiam ser os pés das pessoas que dançavam.
Eu sei que o Tango é uma dança muito elegante em que os pés deslizam, as pernas se entrecruzam e a sensualidade nunca está ausente, mas para mim teria de haver mais qualquer coisa. Reflecti, reflecti e cheguei à conclusão que o já referido senhor teria um gosto particular por pés (ou sapatos). Claro que desde sempre soube que esse gosto particular por pés não é assim tão raro e muito menos exclusivo dos homens. O que para mim é novidade é a forma dissimulada como as pessoas, sobretudo os homens, realizam as suas fantasias mais íntimas.
O fetiche pelos pés está presente em muitas situações e será porventura o mais frequente na nossa sociedade:
- A Cinderela com os seus sapatos de cristal, inculcando logo nas meninas de tenra idade a ideia de que “gaja que é gaja anda de saltos”;
- A bota Botilde especialmente desenvolvida para raparigas mais “arrapazadas”, para que quando se tornem adultas se viciem em comprar botas, muitas botas (pretas, castanhas, azuis, verdes, cinzentas e até brancas; sim eu tenho umas botas brancas);
- A série “Sexo e a Cidade” que gira em torno de quatro amigas trintonas nova-iorquinas que são lindas muito lindas, e que todo o seu glamour resulta das centenas de euros que gastam em sapatos de marca, especialmente do Manolo Blahnik (para quem não tem esse dinheiro resta-lhe a consolação de comprar uma calçadeira em forma de sapato com um salto de 12 cm do mesmo estilista, numa loja de design…);
- A atribuição do prémio “Bota de Ouro” ao melhor marcador conseguindo deslocar para o campo dos adeptos futebolísticos algumas mulheres que ainda resistem a gostar desse desporto tão primário.
Acho que começo a acreditar que Deus existe mesmo, também é podófilo, e que é por isso que não tem feito nada de jeito nestes últimos milénios!
De Luísa a 20 de Setembro de 2008 às 17:09
Pois é, eu, quando acho um homem interessante, olho logo para os sapatos que usa...
De
Veruska a 20 de Setembro de 2008 às 17:11
Pois é, sabes o que dizem em relação ao tamanho dos pés...;)
De Luísa a 20 de Setembro de 2008 às 17:25
Só olho para os sapatos! Quem é que falou em tamnhado de pés??? :-))
De João Chagas Aleixo a 21 de Setembro de 2008 às 04:42
O meu fetiche está relacionado com peitos femininos.
Tenho a sorte de ter uma boa amiga, que por razões de boa educação não revelarei o seu nome, que possui a boa ventura de ir a festas sem soutien. Esta sua louvável e aplaudível postura só revela a sua boa atitude perante a sociedade. Enquanto Homem, o meu sincero muito obrigado.
Esta minha boa amiga, possui um peito carnudo, radioso e jovial, que não sendo um peito de soprano – vide, por exemplo o resplandecente peito da catalã Monserat Cabalhé – é um peito suficiente para me causar alguns ardores masculinos…
Bem-haja pela ousadia ou atrevimento. Eu, chamaria – lhe atitude, pró activismo ou empreendorismo.
De
Veruska a 21 de Setembro de 2008 às 12:39
Estou a ver que a noite de ontem foi memorável.
Aqui estás tu, ainda sem dormir, a escrever sobre os desprotegidos e carnudos peitos da minha amiga...
Podes concluir que nós, ao contrário de quem é um fiel seguidor do já mítico Tony Carreira, possuimos uma elevada atitude pró-activa! :)
De João Chagas Aleixo a 21 de Setembro de 2008 às 15:26
Penso que o mínimo que o peito da tua amiga merece é que eu preste esta humilde e singela homenagem...
De João Chagas Aleixo a 21 de Setembro de 2008 às 05:07
Devido aos insistentes contactos dos internautas, para saber a identidade da minha boa amiga, só poderei adiantar que o seu primeiro nome começa por uma consoante. E nada mais.
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