Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Os meus heróis são do mar... ou como a narrativa de meias verdades se revela um conceito impossível de contornar

 

Fonte:  http://www.publico.pt/cultura/noticia/esta-confirmado-herois-do-mar-no-pavilhao-atlantico-em-novembro-1589429

 

Ontem vi a entrevista de José Sócrates. Não tenho vergonha de o assumir. E ainda mais, gostei! Gostei do tom, gostei da postura, gostei do instinto de sobrevivência e sobretudo gostei da provocação ao Presidente Cavaco Silva.

 

Já há muito tempo que não via um espetáculo assim. Ao longo de cerca de hora e meia, não tirei os olhos do televisor. Queria memorizar todos os pormenores da sua postura corporal, da mensagem que transmitia e sobretudo, das meias-verdades que conseguem convencer qualquer um.

 

Houve momentos muito bons e outros menos bons em que perpassou quase uma impreparação para o diálogo com os jornalistas, ou não fosse ele o rei dos monólogos.  Quase me convenceria a votar nele numas novas eleições.

 

Falou-se de narrativas, de embustes e omitiram-se situações concretas menos favoráveis à sua política e até se esclareceram assuntos como a sua única conta bancária ou as razões que o tinham levado a esta pausa de caráter sabático em Paris.

 

No rescaldo, todos falam do mesmo. Não há quem lhe consiga escapar. São os comentadores televisivos, os bloggers, os cidadãos… Os meios de comunicação dedicam-lhe capas, artigos, opiniões e até ofensas.

 

Eu cá, não lhe dedico nada. E, apesar de o discurso ser oco de mensagem fico feliz por ele ter catalisado mais um movimento cívico. Desta feita é o concerto da minha banda portuguesa mais querida de sempre – os Heróis do Mar.

 

Quem canta coisas como Brava Dança dos Heróis, Saudade, Amor, Paixão ou o Inventor, só pode estar a pensar naqueles que foram a força motriz deste país que está a ficar para trás e que por isso resolveram partir para um “get together” único. Gostava de assistir!

publicado por Veruska às 18:34

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Quinta-feira, 21 de Março de 2013

A contribuição audiovisual... ou como já nada me surpreende

 

Não tenho dívidas mas confesso que às vezes até gostava de as ter. Uma dessas situações tem a ver com o pagamento da fatura da eletricidade. Irrita-me ter de pagar tanta taxa e tanto imposto quando na realidade a única coisa que lhes compro é energia elétrica.

 

Ele é a taxa de exploração, o imposto especial sobre o consumo de eletricidade, a contribuição audiovisual e aquela coisa fantástica que se intitula “consumo estimado”.  Sinto-me quase uma acionista da empresa, embora sem ter direito à distribuição dos devidos dividendos.

 

No passado já me revoltei contra o imposto especial sobre o consumo de eletricidade, sobre a forma como é estimado o consumo e sobre a contribuição audiovisual.  Sobre esta última até dei ouvidos ao mito urbano de que é possível cessar o seu pagamento caso sejamos assinantes de um serviço por cabo. Claro que tudo não passa de uma inverdade, pois essa contribuição é-nos devida não pela usufruto do canal público de televisão mas como forma de financiamento do serviço público de televisão; é assim uma espécie de missão patriótica com a qual devemos de cumprir.

 

Há mais ou menos uma semana surgiu a notícia de que o governo esperava um aumento desse imposto já para 2014.  Pelos vistos o “ministro Miguel Relvas, quer tornar a empresa pública no “pin de lapela de todos os portugueses” nos próximos anos.” 

 

Agora ficamos a saber que José Sócrates vai ser comentador da RTP a partir de Abril. Vai trabalhar de borla, mas lá que encaixava aqui uma Teoria da Conspiração, encaixava.

publicado por Veruska às 16:14

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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

Linhas cruzadas... ou um mito de infância

 

 

Só em 1982 é que passei a partilhar o meu lar com um aparelho telefónico.  Até lá, poucas vezes tinha usado tão especial artefacto.  Claro que sabia para servia, qual o seu aspeto e até grande parte da sua história. 

Nessa malfadada década de 80, eu, uma adolescente ainda no inicio desse período de revolta e teimosia, raramente tinha autorização para o usar. Não podia dar o número a ninguém, nem atender qualquer chamada a não ser quando expressamente instruída para o fazer.


Desses tempos recordo as conversas das minhas primas mais velhas que muitas vezes relatavam com emoção situações de linhas cruzadas. Segundo elas, algumas vezes levantavam o auscultador e ouviam vozes do outro lado e em outras situações, ao marcar determinado número acabavam por falar com totais desconhecidos sem que lhes fossem cobradas as chamadas.


Conseguir escutar um desconhecido que poderia ter histórias imensas para contar e tudo a custo zero era a ideia perfeita para encher a minha cabeça ávida de estórias.


De certeza que terei feito algumas tentativas lá em casa para apanhar as tais linhas cruzadas mas em virtude de nada me lembrar, estou certa que nunca as apanhei e até ontem, a várias décadas de distância, parecia-me que tudo não teria passado de fantasias muito bem urdidas por adolescentes sedentas de encobrir namoricos e amizades menos permitidas.


Hoje acredito que afinal as tais linhas cruzadas existem mesmo e que afinal quem as desconhecia era João Soares

publicado por Veruska às 15:33

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

O doping de Relvas... ou uma trama bem urdida

 

Na imprensa de hoje há um título que causou em mim uma descarga de adrenalina- “Armstrong fez parte do programa de doping mais sofisticado do mundo”. Sou uma grande fã de filmes que girem em torno da temática do terrorismo/espionagem e a ideia de que um atleta, que em tempos passou férias no Algarve, pudesse estar envolvido num esquema ilegal e que ainda por cima este se situaria no topo da sofisticação, devia ser por si só tema de uma série policial que eu iria devorar do primeiro ao último capítulo.

 

De acordo com a imprensa norte-americana, “os dados reunidos no extenso documento provam, "sem margem para dúvidas", que o antigo ciclista norte-americano e a US Postal "montaram o mais sofisticado, profissional e bem-sucedido programa de doping da história do desporto". E, pelos vistos há mesmo quem confesse o uso de substâncias ilícitas para melhorar o rendimento; Hincapie (um parceiro de Armstrong), afirma . "Cedo na minha carreira profissional tornou-se claro que, devido ao uso generalizado de substâncias proibidas, não era possível competir ao mais alto nível sem elas".

 

Por cá, é Miguel Relvas que protagoniza um caso com semelhanças ao do ciclista ex-campeão.  Desde que veio a público a forma como Relvas se licenciou, que se intuía que este possuiria muitos dons impossíveis de explicar. Agora vem a público que ele presumivelmente estará envolvido num projeto que pretendia formar várias centenas de técnicos municipais para ocuparem os setes lugares existentes nas pistas de aviação municipais e heliportos portugueses. Não sei como é que ele consegue tais feitos, nem de quem se rodeia para levar a cabo os seus intentos, mas que existirá uma trama bem urdida que tem um fim em vista, lá isso existe.

 

Fosse ele ciclista e acredito que tivesse a determinação e perseverança de conseguir feitos que rivalizariam com os de Armstrong. 

publicado por Veruska às 15:36

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012

À espera de Cosmopolis...ou à espera de Godot?!?

 

Num final de tarde amorfo e sem nada de especial consegui convencer quem comigo partilha cama e mesa a ir ver o segundo capítulo da SAGA Twilight. Gostei de ver o jovem que se transmutava em lobo por “dá aquela palha” e revelava com toda a sua impetuosidade os seus abdominais sem photoshop e a adolescente sofrida pelo amor impossível de concretizar e pela mal disfarçada impotência de resolver o triângulo amoroso em que se envolvera.  Mas se haveria qualquer coisa ainda de mais marcante nesse filme era Robert Pattinson, branco como cal, olheiras marcadas e tez amargurada por lhe ter calhado em sorte ser um vampiro com várias centenas de anos preso a um corpo longe de acompanhar a maturidade de tantos séculos.

 

Não voltei a ter contacto com mais nenhum episódio da SAGA, mas Robert Pattinson voltou a fazer parte da minha realidade cinéfila através de Cosmopolis. O enredo seduzia-me.  A ideia de um gestor de topo vaguear através da cidade de Nova Iorque dentro de um carro atraía-me como não consigo explicar. Na sua rota, um Robert Pattinson menos vampiresco, observa a urbe que o rodeava e intui sobre o colapso que se aproximava.

 

Apesar de ter gostado do filme, este quase faria parte da minha categoria “filmes de cineclube que dá jeito ver para parecermos intelectuais” não fosse ter saído da sala com a sensação de que a inspiração para a interpretação da personagem principal teria estado no ministro das finanças Vítor Gaspar (imposição de Paulo Branco, suponho). A face inexpressiva, a forma pausada de articular as palavras, o “estar à nora” e nunca perder a compostura, etc etc, estava tudo lá.

 

Finalmente vários meses depois, todo este imaginário leva-me a ansiar pelas 15 horas, altura em que veria o meu Robert Pattinson português falando de forma a que todos conseguissem perspetivar o colapso do império pessoal de cada um. Comuniquei em pensamento para mim mesma – “Estou à espera do meu Cosmopolis”- e tratei de jogar um pouco de Angry Birds para aliviar a tensão.

 

Ouvi e ouvi. Vi gráficos. Acompanhei as primeiras reações pelos jornais online e pelas redes sociais.  Pensei eu que estava à espera do “meu Cosmopolis” mas acho que estive foi à espera de Godot!

publicado por Veruska às 16:17

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