Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Publicidade comparativa... ou como o "consumidor médio" julga que uma gasosa "tem magnetismo"


 

 

Lembro-me da altura em que a televisão era apenas a preto e branco. Nesse tempo a televisão chegava até nós pelas chamadas ondas hertzianas, conceito que para mim, na altura, era totalmente abstracto.

 

Várias décadas depois, já em poucas situações a televisão chega até nós por ondas hertzianas mas, tal como no passado, a ignorância sobre a tecnologia que nos permite ver os nossos programas preferidos, continua a ser desconhecido pela maioria das pessoas.

 

É a pensar no consumidor, que o Institudo Civil de Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP) obrigou a que fosse suspensa a campanha de publicidade da “Meo Fibra”. Esta deliberação vem na sequência da queixa apresentada pela Optimus que considera que essa campanha “ofende os normativos ético-legais em vigor em matéria de veracidade e de livre e leal concorrência, neste caso, em sede de regulação de práticas de publicidade”.

 

Nesta acção publicitária, a “Meo” desenrola um encenado teste de rua em que populares identificam a fibra óptica pela qual o serviço de televisão é prestado em oposição a uma gasosa. Para mim, tal comparação não passa de uma situação impregnada de comicidade e jamais acharia que um refrigerante seria um meio de teledifusão.

 

Mas o ICAP não pensou desta maneira e considerou que “a comunicação comercial da responsabilidade da PT é susceptível de induzir o consumidor médio em erro, consusbtanciando, assim, uma prática de publicidade enganosa”. Muitos comentários poderiam ser feitos, mas aquele que mais assoma a minha mente é “que um consumidor médio poderá ser enganado”...

 

publicado por Veruska às 23:14

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Segunda-feira, 26 de Março de 2012

A tua cara é-me totalmente estranha...ou como a igreja se moderniza


 

Estou certa que a justificação para o meu comportamento nas noites de domingo se prende com as mudanças hormonais que ainda ocorrem no meu corpo. Não sei quais destas hormonas serão as responsáveis por tão estranhas preferências, mas o que é certo, é que assim que deito o meu filho corro para a sala para ver mais uma gala da TVI, em que figuras mais ou menos públicas imitam cantores de renome. 

 

O repertório é variado e  cada um dos convidados tenta ser o mais fiel possível ao original na interpretação vocal, na mímica, no guarda-roupa e na caracterização. O jurí, eclético, é constituído por quatro membros em que se destaca uma versão muito mais jovem de António Sala e uma Alexandra Lencastre muito erudita. Os apresentadores têm graça e provocam empatia.

 

À medida que o programa chega ao fim (ou talvez não…Parece que vai haver uma segunda temporada), a SIC contra-ataca com o seu formato Ídolos só que agora com algumas mudanças subtis em relação aos anteriores, numa tentativa de colagem ao A Tua Cara Não Me É Estranha.

 

No primeiro capítulo da saga da busca do ídolo de Portugal, é-nos apresentado um candidato de imagem muito apelativa, afinação na voz e emoção na interpretação.  O candidato faz-se acompanhar pela sua família (pais, irmã e avó) e ficamos a saber que ele possui já um canal no You Tube onde carrega vídeos de canções interpretadas por si em que, a par dele, uma outra personagem tem também um papel de protagonista.  Trata-se de Lady Mama, o alter-ego da sua avó sexagenária (?).  Após visualização dos vários vídeos de Lady Mama facilmente se conclui que esta toma como modelo Lady Gaga e tal como em A Tua Cara Não Me É Estranha o resultado final é assombroso. O sucesso está garantido.

 

Este formato televisivo também existe no México.  Não sei quem o apresenta, nem sequer em que canal é transmitido, mas uma coisa é certa, a interpretação do Speedy Gonzalez pelo Papa Bento XVI arrasou.

publicado por Veruska às 21:10

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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Grandes programas televisivos... ou as grandes noites de tédio que tenho tido

 

 

 

 

 
Não gosto particularmente de novelas (desde o “Roque Santeiro”, só vi “O Clone” e aquela onde toda a gente perguntava “quem tinha matado o António”), também não gosto de futebol, muito menos das tardes da Júlia ou das manhãs do Goucha e nem sequer do CSI. Sei que pode parecer incompreensível para muitas pessoas quando afirmo que ainda assim gosto de ver televisão. Mas é uma grande verdade, gosto mesmo de ver televisão e afirmo mesmo que uma das melhores coisas que posso fazer quando estou cansada e está frio lá fora é enrolar-me no sofá em frente ao televisor.
 
Este fim-de-semana decidi ficar em casa e ler. Mas entre uma leitura e outra lá fui dando uma olhadela ao que passava na TV. Descobri dois programas fantásticos com um grande potencial didáctico que, embora passem em canais distintos, se debruçam sobre a mesma temática : os “Segredos da Magia” na SIC e “O Assassínio Perfeito” no Odisseia.
 
No primeiro descobri quais os truques que estão por detrás da magia que tanto aprecio (confesso que ponderei muito, se deveria visionar o referido programa, pois apesar de já não acreditar no Pai Natal ainda gostaria de manter algumas ilusões na minha vida). Eu vi meninas a escorregarem por fundos falsos, dedeiras com ventosas que prendiam latas que pareciam flutuar e até anéis magnéticos que enganavam qualquer um.
 
No segundo aprendi que dissolver totalmente um cadáver em ácido sulfúrico é uma tarefa impossível pois o ácido não dissolve a gordura do corpo que preserva o ADN. A melhor solução seria cortar o corpo em pedaços e colocá-lo em água juntamente com detergente para lavar a loiça e mantê-lo assim durante algumas semanas a 60ºC e só depois dissolvê-lo em ácido sulfúrico.
 
E eu que pensava que ia ter um fim-de-semana de tédio! É só ideias…ahahah ahah
publicado por Veruska às 01:02

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Domingo, 12 de Outubro de 2008

O meu Mats Magnusson... ou como em poucos segundos se destroem anos de fantasias

 
 
Não gosto de futebol nem sequer de futebolistas.  Não acho piada ao Cristiano Ronaldo nem ao Veloso; não quero saber do Benfica, do Sporting ou do Porto.  Não tenho interesse sobre quem ganha os jogos e as ligas ou quem vai jogar na Selecção.  Sou totalmente “afutebolística”. Mas nem sempre foi assim, houve uma altura em que gostava de um jogador, ou melhor achava-o lindo de morrer – o Mats Magnusson.
 
Cruzava-me regularmente com ele em Cascais na altura em que jogava no Benfica. O aspecto nórdico, a altura e a simpatia que transmitia faziam-me, a mim e à minha irmã, ficar sempre a sussurrar sobre o borracho que ele era.  Não me recordo se nessa altura o Benfica era um grande clube, se ganhava muitos jogos ou até que outros jogadores fariam parte da equipa; apenas me lembro do alto sueco que via regularmente no Pão de Açúcar ou nessa altura já seria Jumbo??!! Desde então ele faz parte do meu imaginário de jovem no final da adolescência. 
 
Mas é com grande pesar que anuncio que o dia 10 de Outubro ficará marcado para sempre na minha história pessoal, como o dia em que constatei que o Mats Magnusson afinal não é um Deus grego. Num zapping televisivo vejo uma entrevista com um senhor gordinho, moreno com muita falta de cabelo e com uma papada no pescoço, que falava sobre um jogo da selecção num português quase incompreensível. No momento em que vou mudar de canal em busca das últimas novidades sobre a “crise financeira” na esperança de que os islandeses já tivessem resolvido o seu problema, vejo pela legenda que o já referido senhor não era nem mais nem menos do que o Mats Magnusson.  O choque foi tremendo; vi por um instante parte da minha vida passar-me à frente. Aquele não poderia ser o meu Mats Magnusson!
 
Mantive-me de pé em frente ao televisor na expectativa de encontrar uma pista que deslindasse o mistério – o senhor podia ser sueco, opinar sobre futebol, falar português e ser benfiquista mas teria de ser outro Mats Magnusson!  A verdade atingiu-me como se de um raio potente se tratasse; a descarga eléctrica provocada toldou-me o pensamento e fez cair por terra todo o meu ideal de início da vida adulta! Assim que me recompuser vou queixar-me ao Provador do Telespectador da RTP, pois caso tais imagens tivessem “bolinha vermelha” eu jamais as teria visto e ainda continuaria a ser um mulher feliz!
 
 
publicado por Veruska às 18:45

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