Quinta-feira, 14 de Junho de 2012

Portugal lança-se no mercado dos efeitos especiais... ou como uma canção infantil pode desencadear um negócio


 

Em pequena gostava de cantar. Sabia que o fazia muito mal, mas gostava mesmo assim. Esforçava-me para conseguir boas interpretações. Queria cantar no pequeno coro do colégio que frequentava. Almejava ser a menina popular.

 

Com o passar do tempo e sobretudo com a objectividade e lucidez da irmã Isilda fui-me habituando à realidade fria e cruel de que os dotes vocais eram omissos no meu ser. Desmotivei por completo em relação a essa área, mas tenho incentivado por todos os meios possíveis o gosto pela música no meu filho.

 

Depois de um período mais jazz, resolvi descer ao nível de uma criança de 6 meses e ouvir canções como O Balão do João (a sua preferida), o Atirei o Pau ao Gato ou Olha a Bola Manel.  Mas foi com a canção A Loja do Mestre André que surgiu a inspiração para esta pequena reflexão. Na dita cançoneta alguém foi à loja do Mestre André comprar um pifarito. Nas primeiras vezes em que a ouvi, não liguei muito a esse pormenor. Comprar um pifarito, um pianinho, um tamborzinho ou outro instrumento qualquer era-me, na altura, totalmente indiferente. Mas depois de ver o Prometheus (filme do Ridley Scott) tudo começou a fazer sentido.

 

Na referida película os seres, supostamente os nossos criadores (ou qualquer coisa do género) accionam os seus veículos espaciais tocando um pifarito, como que nos dizendo, sim nós fomos à loja do Mestre André em Portugal.

 

Este facto assim isolado, parece não ter nenhuma importância especial, mas se lermos com atenção as notícias de hoje, vemos que ele se reveste de um elevado interesse. De acordo com o jornal i, o Partido Socialista acusa Vítor Gaspar e Pedro Passos Coelho de fazerem papel de “zombies”. Observando-os com atenção consigo compreender o que está na base dessa acusação/revelação, levando-me a concluir que Portugal entrou definitivamente na indústria dos efeitos especiais.

 

Também hoje veio a público que nos Estados Unidos se utilizou um busto de George W. Bush numa cena de uma série televisiva. A cabeça apareceu espetada numa estaca e, segundo os criadores, isso deveu-se ao facto de ser necessário aproveitar material existente nos estúdios. Soubessem eles das qualidades dos nossos efeitos especiais, não teriam hesitado em nos contratar.

publicado por Veruska às 21:35

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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

O que posso usar à volta da cintura... ou como também eu poderia ser capa da Playboy portuguesa


 

Tenho uma compleição física robusta. Tenho pernas “grossas”, ancas largas, braços pujantes, seios generosos e uma barriga imponente que pode levar ao engano qualquer operadora de caixa de hipermercado. Não é que alguma vez tenha sido verdadeiramente magra, mas o corpo que sobrou da gravidez tardia em que me meti, precisa de muito trabalhinho físico sob pena de nunca mais voltar a adquirir a harmonia de outros tempos.

 

Se o perímetro da coxa ou dos braços não me preocupa grandemente, já o abdominal tem sido motivo de reflexões constantes. Durante anos investi num guarda-roupa repleto de saias que agora só a muito custo se mantêm fechadas em torno deste ventre que preferia ver inchado invés de repleto de adiposidades. Tenho tentado disfarçá-lo com um sem número de acessórios desde a camisolas pretas até colares, sempre na expectativa que quando alguém na rua vire a cabeça para me observar não se sinta desiludido com o que vê.

 

Apesar de não padecer de baixa autoestima, hoje ao acordar senti-me particularmente confiante e arrisquei numa saia em conjunto com uma t-shirt colante ao corpo revelando não só um decote cheio quase a rebentar, mas também a cintura expandida do meu corpo. Agora percebo qual a razão de tão bem-estar; estou em sintonia com a mulher em quem poderia dar uma queca, caso a minha orientação sexual fosse outra – a Rhianna.

 

A menina dos Barbados (que a mim me faz recordar as minhas férias no Belize…) usou uma dupla no seu anúncio aos jeans Armani. Não sei o que é que ela teme; se calhar tem celulite nos glúteos, pneu em torno da cinta ou estrias nos flancos. Ora, a casualidade cósmica tem destas coisas e pelos vistos padecemos do mesmo mal.

 

Tenho agora uma esperança renovada no aspecto que apresento. Com um bocadinho de jeito e com os conhecimentos certos, ainda posso vir a protagonizar um anúncio cheio de cenas carregadas de erotismo ou mesmo vir a ser a próxima capa da Playboy em Portugal.

publicado por Veruska às 19:26

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

A revolta cultural em curso...ou como por vezes a rapidez surpreende qualquer um


 

Assim que o meu filho nasceu, e depois de saturada da música clássica adaptada a bebés, percebi que afinal ele acalmava mais facilmente ao som dos meus cd’s.  Comecei com um imberbe Justin Timberlake ao qual se sucedeu uma Jane Monheit mais madura e com toquezinho de bossa nova. É ao som desta cantora que ele agora adormece, e não é por a sua música ser enfadonha ou monocórdica.

 

Não pretendo com isto, garantir que o meu filho seja culto. Apenas pretendo que adormeça rapidamente e me deixe sossegada a escrever os meus tão oportunos post’s. Mas como a repetição só funciona bem se for uma figura de estilo, encetei nestes últimos dias uma revolução cultural cá em casa e agora uma das grandes preferências do meu filho de 6 meses é a Emeli Sandé, embora esta senhora também já me esteja a levar à loucura.

                                                                                          

 

É também uma revolução cultural que o cardeal patriarca de Lisboa defende como resposta à crise. Como qualquer solução é sempre bem vinda, há que a aplicar em tempo recorde, sem haver lugar a grande morosidade. Foi o que aconteceu no Porto. Assim que foram conhecidas as sugestões de Dom José Policarpo, a Porto Menu, resolveu aceitar o repto e aplica-las de imediato.

 

O veículo foi o seu Guia de Restaurantes, Cafés e Bares. Com ele pretendeu-se incentivar a aprendizagem da gramática portuguesa, partindo de um exemplo simples, curto e simbólico. Na lição disponibilizada pela capa do já referido guia, vê-se a frase “Rio és um fdp” ficando o exercício de análise a cargo de cada um de nós. Há quem pense que tal frase possa ser uma ofensa dirigida ao autarca Rui Rio, mas nada disso. Ela é tão somente um ensinamento que nos permite concluir que  "Rio" é um substantivo próprio que significa um curso de água e o resto são três iniciais, um verbo e um artigo".

publicado por Veruska às 16:05

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Preciso de uma Candy... ou como o Big Brother nos observa


                                                                                          

 

O dia de hoje foi marcado por dois acontecimentos que apesar de aparentemente desconexos, muito revelam sobre a verdadeira essência da nossa existência.  Os eventos a que me refiro resultam do facto de a minha internet wireless não estar a funcionar adequadamente e de hoje ter ido comemorar o Dia da Mãe no infantário frequentado pelo meu filho.

 

Quem lê este post, poderá achar que a relação entre tudo o que já afirmei ou mesmo a ideia transmitida pelo título poderá ser oca de qualquer conteúdo, ideia que sairá reforçada no final deste texto, mas parte do encanto de se manter um diário semi-fantasioso desta minha humilde existência reside no universo fantástico da minha imaginação que, de importante, pouca coisa debita.  

 

Tudo começa com uma chamada quase enigmática de uma pessoa que se intitulava meu gestor ZON para o próximo mês. A pessoa em causa disponibilizava-se para me ajudar em tudo o que estivesse ao seu alcance para resolver o problema de ligação do meu notebook à net wireless. Claro que esta chamada não surgiu de forma espontânea. Foi necessário passar muito tempo ao telefone com assistentes que se mostravam impotentes para resolver o problema, enviar meia dúzia de reclamações para três instituições diferentes e receber dois técnicos em casa para avaliar o que estava a correr mal.

 

Mas hoje, depois de falar com o meu gestor ZON, recebo uma chamada de um outro técnico muito conhecedor da situação. Diz-me logo em tempo real quais os equipamentos que tenho ligados à net, pede-me para ligar e desligar o router e rejeita qualquer hipótese de se fazerem mais testes de configuração do portátil. Ela fala-me dos equipamentos que tenho ligados em casa referindo-se à consola, ao portátil “normal” e até a uma impressora wireless que eu julgava desligada.  Foi mesmo ele que detectou em primeiro lugar a ligação do notebook dizendo-me “já tenho um VERA-PC ligado; sabe-me dizer a que equipamento se refere?”

 

Claro que sabia e muito bem. Tratava-se do computador que tantos problemas estava a dar e como que por milagre estava novamente a funcionar depois de quase um ano de jejum de ZON wi-fi. Tentei questioná-los sobre o que tinha feito e como o teriam feito, pois a única acção que tinha realizado foi o de ligar e desligar o router. Nada me adiantaram e salientaram por várias vezes que teria sido uma coincidência o reinício do router ter ocorrido em simultâneo com o reinício de actividade do meu “pequenino”. Fiquei espantada, muito espantada mesmo, pois desconhecia que seria possível alguém que se encontra em Lisboa ter tal conhecimento daquilo que se passa dentro da minha casa. 

 

Depois do espanto veio a preocupação. Encontro-me num processo de litígio com a ZON e a PC Medic (empresa que presta a assistência informática aos clientes ZON) e de repente tudo fica resolvido e de uma forma que me leva quase a pensar que afinal nunca houve problema nenhum.

 

De seguida dirijo-me ao infantário do meu filho para assistir à festa de comemoração do Dia da Mãe com a expectativa de confraternizar com as restantes mães e conhecer alguns dos coleguinhas do meu filho. Calço umas botas mais confortáveis que os sapatos de salto alto que tinha usado durante o dia todo, agarro no telemóvel e no meu porta-chaves com um rinoceronte em peluche e vou a correr para a escolinha. Depois dos cumprimentos iniciais lá vou eu com o miúdo ao colo para um canto com sombra iniciar as novas amizades.  Vou falando com as mães que também chegaram cedo como eu e a medo lá vamos trocando experiências e rindo com as gracinhas de cada um dos nossos filhos.

 

Mas à medida que mais convidadas vão chegando vou reparando que algumas delas se fazem transportar de uma mala de plástico. A forma é a de um pequeno baú, mas as cores seduzem qualquer um. Há em cor-de-rosa, em dourado com brilhantes e até com imitação de pele de cobra. Estas mães juntam-se em grupo, falam de forma descontraída, mas nunca, nunca, abandonam a sua Candy (mala da Furla).

 

Agora percebo porque é que isto acontece. Também já elas terão tido litígios com a ZON e para que as suas vidas se mantivessem em segredo trataram de colocar todos os seus maiores bens numa câmara isoladora plástica. Eu também preciso de uma!

publicado por Veruska às 23:32

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Hoje impedi um suicídio... ou como há um rei que não revela um comportamento aceitável


 

 

Hoje tive uma noite muito complicada. O meu filho de 4 meses decidiu(após quase 3 meses de descanso) choramingar, acordar e até gritar entre a meia-noite e as três da manhã.  Como me recuso a tirá-lo da cama por causa de uma birra, tentei de tudo para que ele se calasse ou pelo menos para que eu não o ouvisse (até utilizei a fantástica estratégia de desligar o intercomunicador…).

 

Finalmente, depois de beber 180 mL de leite, o miúdo calou-se e eu pude voltar para o silêncio do meu quarto e ficar acordada durante mais de uma hora sem compreender a alteração do padrão de comportamento do meu filho. Este período de insónia forçada fez com que acordasse (infelizmente, antes das 7 horas da manhã) cansada e com a gripe que assola o meu corpo desde a última sexta-feira entranhada nas minhas articulações e garganta.

 

Apesar de o meu corpo gritar por descanso e opor-se a uma caminhada de quase 2 horas ao vento frio, decidi não o ouvir.  Agarrei no leitor de mp3 certa de que umas músicas e uma paisagem de cortar a respiração me dariam a energia necessária para enfrentar o resto do dia e a esperança de que a próxima noite poderá ser mais tranquila.

 

Enquanto caminhava pensava em escrever um novo post, mas infelizmente o assunto não surgia e adiei mentalmente a tarefa. Dediquei-me então a reflectir sobre os últimos acontecimentos que envolvem a casa real espanhola.  Primeiro foi o facto do neto de Rei Juan Carlos ter dado um tiro no pé (facto que lembra o ocorrido no Estoril há muitos anos atrás que o levaram a assumir o trono) e agora a notícia de que teria partido a anca enquanto andava a fazer caça grossa no Botswana.

 

Senti repulsa pelo senhor desde que as fotografias que o colocavam de arma em punho perto de um elefante morto tinham sido reveladas. Acho aviltante tudo o que transparece dessas pequenas eternizações impregnadas de sofrimento animal e regozijo humano. E tudo isto vindo de um monarca de um país europeu, que revela assim um comportamento do mais desprezível que se pode imaginar.

 

Já eu, uma simples mulher de classe média pré-FMI, oriunda de uma família modesta, impedi que um homem se suicidasse na Ria Formosa em Faro (Ludo) esta manhã enquanto caminhava.

publicado por Veruska às 15:04

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