Segunda-feira, 3 de Março de 2014

E o melhor look da noite foi... ou "oh, my god", acho que tenho qualquer coisa de comum com o Pharrel Williams


 

Ontem aconteceu mais uma cerimónia de atribuição dos Óscares. Cerimónia que nunca vi e provavelmente nunca verei, a não ser que o meu fuso horário seja outro que não o correspondente ao meridiano de Greenwhich. Do ponto de vista cinematográfico, o ano de 2013 terá sido bastante atípico para mim. Talvez só tenha ido uma vez ao cinema o ano passado e isto porque a Gaiola Dourada foi difícil de encontrar noutros meios audiovisuais e porque a importância que dei ao visionamento de séries sobrepôs-me em muito às películas realizadas especialmente para a grande tela.

 

Posso mesmo afirmar que dos títulos sujeitos a concurso, só vi mesmo o Gravidade e porque este vai encontro à minha predileção sobre assuntos científicos e entra o galã de todos os tempos – George Clooney. Como da crítica dos filmes pouco me interessa antes dos os ver, as análises matutinas centraram-se sobretudo nos looks das vedetas, das aspirantes a vedetas e de todos os que de alguma forma partilham esse circo de vaidades, que eu adoro.

 

Sim, há vestidos lindíssimos e outras assim-assim e ainda alguns de fugir (saliento o da Angelina Jolie, um modelito de “velha” que eu escolheria a fim de me esconder as misérias, coisa que ela não terá naquele corpo esbelto).  Há os que quiseram chocar, os que quiseram inovar e os que simplesmente quiseram lá estar. Muitos terão sido patrocinados por marcas couture, outros por estilistas free-lance e alguns por grandes ou pequenas lojas franchisadas pelo mundo inteiro.

 

Não sei em que categoria recai a escolha de Pharrel Williams, opção que não me agrada particularmente, mas que aceito sem pestanejar, pois aqui a Veruska acha que cada um deve vestir o que lhe apetece com o propósito que desejar.  Lá que ele chocou, chocou, com as suas bermudas pretas de corte irrepreensível, coladinhas ao corpo e sapatos elegantes e de bom design. Mas através observação mais atenta podemos concluir que realmente o importante terá sido mesmo o corte, já que me parece que de costura aquelas bermudas pouco têm.  É que pelos vistos as bainhas das mesmas não existem e foi necessário terminar o modelito com uma dobrinha vincada, de forma que não se visse as imperfeições e aquilo não começasse a desfiar como se não houvesse dia de amanhã.

 

Eu compreendo o Pharrel. Eu própria tenho alguma irritação com essa roupa mal acabada que se vende por aí nalgumas lojas – ZARA – ZARA – ZARA – a custos elevado. Os tecidos são lindos, os cortes também, mas lá falta a boa da bainha que lhe baixa o preço de custo e lhe aumenta o lucro de venda.  Infelizmente na última peça de desejo da Zara, a estratégia da dobrinha não funciona.

publicado por Veruska às 11:59

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Sábado, 11 de Janeiro de 2014

Concurso "à maneira"... ou como eu queria tanto estar com George Clooney em Fevereiro

 

 

Confesso desde já o crime. Sou culpada de me inscrever em tudo o que encontro na net. São os sites de cupões de descontos, as newsletter’s de organizações relacionadas com os meus abrangentes interesses, os cursos on-line gratuitos, as ações de formação um pouco por todo o mundo com despesas incluídas, e sei lá que mais. Não é que aproveite muito, mas consigo retirar algum prazer dos cupões que me permitem obter descontos numa pasta de dentes ou num detergente para roupa de má qualidade. Tenho pena, mas muita pena que nunca tenha passado para o nível seguinte; todas as formações no estrangeiro com tudo pago, nunca chegaram até este cantinho solarengo e de clima ameno.

 

Uma das últimas situações em que me inscrevi, ou melhor me pré-inscrevi foi no projeto Mars One. Antes que muitas conclusões se apressem a tirar, informo desde já que nunca estive interessada em visitar o planeta vermelho e nem a passar o resto da minha vida por lá com mais algumas dezenas de malucos.  Como dizia àqueles com quem partilhava esta minha íntima atividade “só quero ter acesso a informação privilegiada…”.

 

Acabei por ser excluída deste grupo de gente arrojada, pois neguei-me a pagar os 10 dólares de inscrição, que não podiam entrar como despesa no IRS o que acho muito mal; afinal de contas eu estaria a contribuir para a Ciência, o que não está muito longe daquilo que faço no meu dia a dia.

 

Agora descubro algo novo para me inscrever e só custa 7 dólares e estou aqui num dilema sem fim.  Existe uma espécie de concurso que tem como objetivo angariar fundos para o Sudão e cujo prémio é passar dois dias com Sua Excelência Reverendíssima, George Clooney, em Nova Iorque (inclui o show do Letterman, prémios e after-parties). E o mais fantástico de tudo é que todas as despesas de transporte e alojamento são totalmente pagas para o vencedor e um acompanhante. 

 

E qual será o problema que encontro nesta iniciativa maravilhosa???!!!! Tudo se passa no dia 3 e 4 de Fevereiro, dias de trabalho para os comuns, perdão, para os incomuns dos mortais (pelo menos portugueses) que têm ainda um emprego. Nesses dias não posso tirar férias, não consigo permutar, não posso alegar que estou em formação…talvez me baldasse mas poderia ser alvo de um processo disciplinar. É terrível!

publicado por Veruska às 16:26

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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2013

Sincronização automática… ou um i-phone roubado em Ibiza

 

 

Sempre achei curioso como factos aparentemente desconexos podem estar na origem de fenómenos semelhantes. No auge deste blog, deparei-me por diversas vezes com esta causalidade que mais parecia casualidade alimentando a minha necessidade contínua em imaginar estórias absurdas.

 

Algumas das vezes transcrevi-as para o word (abomino escrever em papel), outras verbalizei-as durante monólogos repletos de plateia e outras ainda foram esquecidas para sempre.  Ontem, ao longo de uma demorada caminhada por entre flamingos, patos e espelhos de água repletos de reflexos mais uma vez refleti sobre o que poderia ligar Sixto Rodriguez (cantor) a Hafid (ladrão de i-phone).

 

Sixto Rodriguez é só a minha mais recente paixão musical. Músico comparado por especialistas a Bob Dylan e segundo algum deles, muito melhor do que este último, não conseguiu o tão almejado sucesso. Lança dois álbuns no início da década de 70, mas devido a causas que não se conseguem descortinar, a fama nunca chegou, e Rodriguez acaba por voltar à sua profissão original de trabalhador não qualificado na construção civil.

 

Mais ou menos por essa altura, e também sem se saber muito bem como, os discos de Rodriguez atingem um sucesso estrondoso na África do Sul, embora nem o próprio nem os produtores/editores tenham conhecimento deste fenómeno. Vivia-se em plena época do apartheid e pelos vistos as letras das canções como Sugar Man ou Cold Fact incitavam à liberdade e atiravam para a sarjeta ideias de segregação.

 

Só muitas décadas depois e quase a entrar no novo milénio é que se dá de caras com o próprio Sixto Rodrigez, homem humilde, interventivo na comunidade, doutorado em filosofia e algo esquivo (isto na minha modesta opinião e apenas baseada no documentário Searching for Sugar Man). Foi difícil encontra-lo. O senhor não construiu a sua vida nas redes sociais, não aparecia nas revistas… não era uma celebridade. A partir do momento que é redescoberto, primeiro a África do Sul e depois o resto do mundo querem-no.

 

Já Hafid é apenas um moço do Dubai que o ano passado decidiu roubar um i-phone em Ibiza durante uma noite, quiçá estrelada.  Dos seus dados pessoais sabemos pouco e nem sequer conseguimos descortinar se gostará de cantar ou escrever poesia. Sabemos sim, que gosta muito de tirar fotografias com o seu i-phone roubado. Fotografias sozinho, acompanhado pelos amigos; de chinelos, de calças de ganga, etc, etc. Também sabemos que ele é burro que nem uma porta e nem de tecnologia deve perceber. O seu telemóvel está sincronizado com o Dropbox da legítima dona, que por essa razão recebe todas as fotos que com ele são tiradas.

 

E é aqui mesmo que reside o ponto de contacto entre Rodriguez e Hafid – a sincronização. Ambos são alvo de uma simultaneidade de acontecimentos embora a velocidades diferentes. Para Rodrigez, esse sincronismo foi muito lento, demorando décadas até que a sua obra fosse reconhecida estando agora a recuperar todo o tempo perdido à laia de herói incompreendido de quem corria o boato de que se teria suicidado em palco. Já para o mocinho do Dubai, a sua história é divulgada quase em tempo real e ele é já um anti-herói  – classificação que lhe assenta como uma luva.

publicado por Veruska às 14:56

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Sábado, 2 de Março de 2013

A Caixa... ou como só me falta viver numa rua inclinada de Alfama

 

 

Não é que seja uma fã incondicional de Manoel de Oliveira, mas posso dizer que alguns dos seus filmes fazem parte dos meus preferidos. Mais concretamente, A Caixa, que visionei pela primeira vez num dos canais da TV Cabo especialista em passar filmes com mais de 10 anos e muitos deles com sucesso comercial bastante duvidoso.

 

Nessa tarde que já não consigo localizar no tempo, sou confrontada com uma imagem de Luís Miguel Cintra a fazer de ceguinho agarrado à sua caixa de esmolas. Todos a cobiçavam e almejavam fazer dinheiro de maneira fácil sem para isso realizar nada que não fosse um simples peditório. Dos diálogos jamais esquecerei a frase “Mas vossemecê, não é ceguinho…” entoada com a carga de sofrimento de quem sofria uma limitação para a vida.

 

Ora, foi algo semelhante a isto que aconteceu na passada quinta-feira. Recebo uma caixa lilás, com a inscrição “Bolos & Bolachas Milka” que desencadeou a maior confusão no meu local de trabalho, tendo ela sido anunciada perante todos os que se encontravam na sala de trabalho com um tom em que se destacavam a curiosidade com uma pontinha de inveja – “Esta caixa é para a Veruska!”

 

Estando eu afónica nesse dia, limitei-me a receber a encomenda, sorrir e deslumbrar-me com o seu tamanho, intuindo sobre o festim que iria atingir a minha casa nos próximos dias. Apesar de saber que acima de tudo, teria de ter uma postura altamente profissional, independente e à prova de condicionamentos, sentia-me muito feliz por ter esta tarefa de degustação de “Bolos e Bolachas Milka”.

 

O que não sabia é que apesar de não viver numa rua inclinada, todos aqueles com quem me cruzaria e que me visitariam nos dias que se seguiriam, iriam invejar a minha caixa lilás. Só que ao contrário do ceguinho do filme de Oliveira, o conteúdo é mesmo para partilhar!

 

publicado por Veruska às 13:42

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012

À espera de Cosmopolis...ou à espera de Godot?!?

 

Num final de tarde amorfo e sem nada de especial consegui convencer quem comigo partilha cama e mesa a ir ver o segundo capítulo da SAGA Twilight. Gostei de ver o jovem que se transmutava em lobo por “dá aquela palha” e revelava com toda a sua impetuosidade os seus abdominais sem photoshop e a adolescente sofrida pelo amor impossível de concretizar e pela mal disfarçada impotência de resolver o triângulo amoroso em que se envolvera.  Mas se haveria qualquer coisa ainda de mais marcante nesse filme era Robert Pattinson, branco como cal, olheiras marcadas e tez amargurada por lhe ter calhado em sorte ser um vampiro com várias centenas de anos preso a um corpo longe de acompanhar a maturidade de tantos séculos.

 

Não voltei a ter contacto com mais nenhum episódio da SAGA, mas Robert Pattinson voltou a fazer parte da minha realidade cinéfila através de Cosmopolis. O enredo seduzia-me.  A ideia de um gestor de topo vaguear através da cidade de Nova Iorque dentro de um carro atraía-me como não consigo explicar. Na sua rota, um Robert Pattinson menos vampiresco, observa a urbe que o rodeava e intui sobre o colapso que se aproximava.

 

Apesar de ter gostado do filme, este quase faria parte da minha categoria “filmes de cineclube que dá jeito ver para parecermos intelectuais” não fosse ter saído da sala com a sensação de que a inspiração para a interpretação da personagem principal teria estado no ministro das finanças Vítor Gaspar (imposição de Paulo Branco, suponho). A face inexpressiva, a forma pausada de articular as palavras, o “estar à nora” e nunca perder a compostura, etc etc, estava tudo lá.

 

Finalmente vários meses depois, todo este imaginário leva-me a ansiar pelas 15 horas, altura em que veria o meu Robert Pattinson português falando de forma a que todos conseguissem perspetivar o colapso do império pessoal de cada um. Comuniquei em pensamento para mim mesma – “Estou à espera do meu Cosmopolis”- e tratei de jogar um pouco de Angry Birds para aliviar a tensão.

 

Ouvi e ouvi. Vi gráficos. Acompanhei as primeiras reações pelos jornais online e pelas redes sociais.  Pensei eu que estava à espera do “meu Cosmopolis” mas acho que estive foi à espera de Godot!

publicado por Veruska às 16:17

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