Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Uma noite mal dormida... ou como também eu já aprendi a arranjar justificações injustificáveis

 

Foto: "Verusko" 

 

 

A maternidade não me amaciou. Não é por ter dado à luz um ser totalmente dependente de mim, que fiquei deslumbrada pelo universo dos bebés e afins. Desde há muitos meses a esta parte que tenho pautado a minha conduta como mãe, por uma rotina que me escraviza baseada em ideias de um livro que me custou os olhos da cara.

 

Até esta noite, os problemas muitas vezes relatados por outras mães e pais nunca tinham acontecido comigo. Nunca sofri com a alimentação da cria, o seu sono, a sua higiene ou as suas brincadeiras. Ou melhor, nunca tinha sofrido, pois esta noite fui premiada com três horas de “mamã, anda cá”, “papá” e até um “Ruca” furioso.

 

Três horas de gritaria cá em casa que ecoaram pela madrugada dentro, sendo “ecoaram” a expressão mais adequada para descrever as emoções desencadeadas nos meus vizinhos. Tenho a certeza que noção de vítima que certeza assolou as mentes daqueles que comigo partilham este prédio se desvaneceu lá para a uma da manhã altura em que a gritaria ainda ia a meio.

 

“-Mas será que ela não faz nada”, ou “-Estamos f”#$%&!” devem ter sido ideias recorrentes e por isso catalisadoras do meu comportamento do dia de hoje – ermita e silencioso, como que para compensar a ausência de paz sonora nos oito andares do meu prédio.

 

Mais logo, quando “der as caras” e se for confrontada com algum comentário mais irónico sobre “a doença do pequenino” acho que minto e digo que ele tem uma otite. Assim não só justifico esta noite mal dormida como as próximas cinco, caso venham a existir.

 

Tenho vindo a aprender com as notícias!

 

publicado por Veruska às 14:47

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Sábado, 16 de Março de 2013

Mais uma ode ao Pingo Doce... ou como cá em casa devíamos de deixar de ver o The Walking Dead

 

 

    As notícias dos últimos dias são catastróficas. Pelos vistos existe uma ordem para colocar na mobilidade vários milhares de funcionários públicos, a troika está por cá e faz nova avaliação, o Google Reader irá acabar e até o meu filho de 15 meses rejeita por completo a ideia de estar ao meu colo nas aulas natação.

 

 

            Mas de tudo o que vem escrito nos jornais de hoje (nas versões on-line e gratuitas, claro) há algo que chamou a minha atenção - O dobro da austeridade resultou em quase o dobro dos défices previstos. A notícia de novo não traz nada, mas o conceito matemático que subjaz neste título é deveras interessante.

 

    Trata-se de multiplicar quantidades por dois, mais concretamente, quando a austeridade passa a ser duas vezes daquilo que era, os défices indesejados também passam ser duas vezes superiores, situação que não escapa, nem nunca escapou ao comum dos cidadãos.

 

    Ora cá por casa, também gostamos muito do número dois, sobretudo quando ele em vez de ser utilizado como fator multiplicativo passa a ser utilizado como fator divisivo. Concretizando, quando o Pingo Doce vende as pistolas NERF a metade do preço, o número de itens comprados pelo homem da casa supera as expectativas do elemento mais equilibrado e responsável desse agregado familiar.

 

    Sei que este tipo de artigo traz com ele muitas vantagens nomeadamente o incremento da atividade física por parte dos vários elementos da família. É comum ver a mãe, mulher trabalhadora e dona-de-casa esforçada, a fugir tentando fintar os projéteis que lhe são disparados ou ver o pai motivado em apanhar as munições do chão (ao contrário do que acontece com os vários itens de brincadeira utilizados pela criança da casa).

 

    Sei que podemos parecer estranhos, quiçá até malucos, mas o que é certo é que começo a fazer pressão cá em casa para vemos o The Bible e deixarmos de parte o The Walking Dead.

 

publicado por Veruska às 16:15

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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

O meu filho não tem tido otites... ou uma cura homeopática para a doença de que padecemos

 

O Inverno que passou revelou-se soalheiro e pouco chuvoso, mas ao invés de ele me trazer recordações simpáticas, identifico-o em grande medida com as otites do meu filho.  Assim que iniciou a sua vida no infantário, as doenças não pararam de chegar, criando em mim a ansiedade de ver um bebé com poucos meses de vida em sofrimento.

 

Nunca me cheguei a culpabilizar por esses factos, mas o que é certo é que sentia sempre um desconforto muito grande por cada embalagem de antibiótico que o miúdo tinha de tomar (cada dente, uma otite…cada otite, um antibiótico…).

 

Com o Verão tudo isto passou e as bactérias resolveram fixar-se na adulta cá de casa, fazendo com que necessitasse de fazer vários ciclos de antibiótico (mais concretamente, três) numa época em que disfrute do Sol e do mar deveriam ser os únicos objetivos.

 

Com a chegada de mais uma estação fria, húmida e ventosa, a preocupação ressurge. Não queria estar de novo doente, nem que o meu miúdo repetisse o sucedido 6 meses antes e muito menos pôr em causa a frequência das aulas de natação que ele deveria iniciar por volta dos 12 meses. Após manifestação destas preocupações ao pediatra e mediante a sua total ausência de soluções, decidi iniciar-me no mundo da homeopatia.  A esperança de que algo poderia ajudar no problema que temia que viesse a repetir-se, superava em muito a desconfiança nas terapias alternativas e por isso lá comprei as bolinhas doces para dar ao miúdo 3 vezes ao dia.

 

No mesmo dia em que iniciei a administração das mini-pastilhas, sou informada através de uma reportagem da TVI de que os medicamentos homeopáticos se baseiam em diluições sucessivas até o seu princípio ativo deixar de estar presente. Senti-me desde logo ludibriada, pois afinal tinha pago quase 10€ por sacarose e ainda por cima como o meu filho não tinha consciência da razão pelo qual estava a fazer a terapêutica, o efeito placebo também não existiria.

 

Quase 3 meses depois do início da toma das bolinhas, o meu filho ainda não teve uma única otite. Já choveu, já fez frio, ele já andou ao vento e até já lhe nasceram 5 dentes e nada. Consequência da homeopatia ou não, o que é certo é que o problema não surgiu nestes últimos meses e a natação poder-se-á mesmo iniciar nas próximas semanas.

 

Mas não é só no meu lar que a homeopatia começa a ter um papel de destaque na resolução antecipada de potenciais problemas. A nação apresenta-se doente e por isso é vital que se encontre forma de restabelecer o equilíbrio e por isso nada melhor do utilizar as bolinhas de sacarose.

 

Foi o que se assistiu ontem na TVI durante a entrevista do Passos Coelho.  As declarações do Primeiro Ministro indiciaram uma diluição da importância hierárquica de alguns elementos do governo (“o nº 2 no Governo é o ministro das Finanças e terceiro é o ministro de Estados e dos Negócios Estrangeiros") mas tal como um placebo, as consequências reais estão aí para durar.

 

É verdade que a homeopatia pode não ter um funcionamento plausível, mas lá que parece que ela funciona, parece!

 

publicado por Veruska às 17:08

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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

O que posso usar à volta da cintura... ou como também eu poderia ser capa da Playboy portuguesa


 

Tenho uma compleição física robusta. Tenho pernas “grossas”, ancas largas, braços pujantes, seios generosos e uma barriga imponente que pode levar ao engano qualquer operadora de caixa de hipermercado. Não é que alguma vez tenha sido verdadeiramente magra, mas o corpo que sobrou da gravidez tardia em que me meti, precisa de muito trabalhinho físico sob pena de nunca mais voltar a adquirir a harmonia de outros tempos.

 

Se o perímetro da coxa ou dos braços não me preocupa grandemente, já o abdominal tem sido motivo de reflexões constantes. Durante anos investi num guarda-roupa repleto de saias que agora só a muito custo se mantêm fechadas em torno deste ventre que preferia ver inchado invés de repleto de adiposidades. Tenho tentado disfarçá-lo com um sem número de acessórios desde a camisolas pretas até colares, sempre na expectativa que quando alguém na rua vire a cabeça para me observar não se sinta desiludido com o que vê.

 

Apesar de não padecer de baixa autoestima, hoje ao acordar senti-me particularmente confiante e arrisquei numa saia em conjunto com uma t-shirt colante ao corpo revelando não só um decote cheio quase a rebentar, mas também a cintura expandida do meu corpo. Agora percebo qual a razão de tão bem-estar; estou em sintonia com a mulher em quem poderia dar uma queca, caso a minha orientação sexual fosse outra – a Rhianna.

 

A menina dos Barbados (que a mim me faz recordar as minhas férias no Belize…) usou uma dupla no seu anúncio aos jeans Armani. Não sei o que é que ela teme; se calhar tem celulite nos glúteos, pneu em torno da cinta ou estrias nos flancos. Ora, a casualidade cósmica tem destas coisas e pelos vistos padecemos do mesmo mal.

 

Tenho agora uma esperança renovada no aspecto que apresento. Com um bocadinho de jeito e com os conhecimentos certos, ainda posso vir a protagonizar um anúncio cheio de cenas carregadas de erotismo ou mesmo vir a ser a próxima capa da Playboy em Portugal.

publicado por Veruska às 19:26

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

A revolta cultural em curso...ou como por vezes a rapidez surpreende qualquer um


 

Assim que o meu filho nasceu, e depois de saturada da música clássica adaptada a bebés, percebi que afinal ele acalmava mais facilmente ao som dos meus cd’s.  Comecei com um imberbe Justin Timberlake ao qual se sucedeu uma Jane Monheit mais madura e com toquezinho de bossa nova. É ao som desta cantora que ele agora adormece, e não é por a sua música ser enfadonha ou monocórdica.

 

Não pretendo com isto, garantir que o meu filho seja culto. Apenas pretendo que adormeça rapidamente e me deixe sossegada a escrever os meus tão oportunos post’s. Mas como a repetição só funciona bem se for uma figura de estilo, encetei nestes últimos dias uma revolução cultural cá em casa e agora uma das grandes preferências do meu filho de 6 meses é a Emeli Sandé, embora esta senhora também já me esteja a levar à loucura.

                                                                                          

 

É também uma revolução cultural que o cardeal patriarca de Lisboa defende como resposta à crise. Como qualquer solução é sempre bem vinda, há que a aplicar em tempo recorde, sem haver lugar a grande morosidade. Foi o que aconteceu no Porto. Assim que foram conhecidas as sugestões de Dom José Policarpo, a Porto Menu, resolveu aceitar o repto e aplica-las de imediato.

 

O veículo foi o seu Guia de Restaurantes, Cafés e Bares. Com ele pretendeu-se incentivar a aprendizagem da gramática portuguesa, partindo de um exemplo simples, curto e simbólico. Na lição disponibilizada pela capa do já referido guia, vê-se a frase “Rio és um fdp” ficando o exercício de análise a cargo de cada um de nós. Há quem pense que tal frase possa ser uma ofensa dirigida ao autarca Rui Rio, mas nada disso. Ela é tão somente um ensinamento que nos permite concluir que  "Rio" é um substantivo próprio que significa um curso de água e o resto são três iniciais, um verbo e um artigo".

publicado por Veruska às 16:05

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