Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

House of Cards... ou porque é que a Netflix não lança todos os episódios da "austeridade" de uma só vez?


 

A minha última série de eleição é sobre política.  Deixei para trás os zombies, os cenários pós-apocalípticos e tudo o que tem a ver com universo de fantasia que está tão em voga.  Agora centro-me na ambição, trocas de favores, corrupção, manipulação e tudo o mais que possam imaginar. Tudo por causa de Kevin Spacey e da sua parceira de série, Robin Wright. 

 

Nesta House of Cards, também a preferida de Obama, o casal Underwood, consegue ascender na escala social e política dos Estados Unidos à custa de muito ardil, tráfico de influências, inverdades e até de um ou outro homicídio. Os atores estão perfeitos nas suas interpretações, o argumento prende episódio após episódio e o retrato de Washington parece perfeito.

 

Apesar de ser transmitida em Portugal de forma semanal por um canal de cabo, ou pelo menos foi no passado, nos Estados Unidos nunca passou em televisão. Esta é uma série da Netflix, um site especializado em disponibilizar on-line séries, filmes e outros conteúdos.  Esta foi mesmo a primeira série a ser disponibilizada por temporada. A primeira totalmente revelada no dia 1 de Fevereiro de 2013 e a segunda no dia de São Valentim deste ano. Foi uma aposta ganha. É muito melhor ver uma temporada toda de seguida, do que ansiar por um mísero episódio semanal. 

 

Claro que eu tenho o problema da ansiedade…não da ansiedade da espera do novo episódio, mas sim de ver tão rápido todos os episódios e de ela terminar num instante e não poder partilhar mais o meu dia com o Frank ou a Claire Underwood.

 

Curiosamente, por cá ninguém tenta arriscar numa solução “à Netflix”.  Eu gostaria muito de ver o governo anunciar o que vai cortar e restruturar assim de uma só vez. Estou farta de ouvir falar em medidas a aplicar, em consensos a encontrar e em austeridade a intensificar em parcelas trimestrais.  E depois lá volta a ansiedade, agora não por a austeridade em breve sair da minha vida, mas por se prolongar sem fim à vista.

publicado por Veruska às 09:33

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Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

Uma noite mal dormida... ou como também eu já aprendi a arranjar justificações injustificáveis

 

Foto: "Verusko" 

 

 

A maternidade não me amaciou. Não é por ter dado à luz um ser totalmente dependente de mim, que fiquei deslumbrada pelo universo dos bebés e afins. Desde há muitos meses a esta parte que tenho pautado a minha conduta como mãe, por uma rotina que me escraviza baseada em ideias de um livro que me custou os olhos da cara.

 

Até esta noite, os problemas muitas vezes relatados por outras mães e pais nunca tinham acontecido comigo. Nunca sofri com a alimentação da cria, o seu sono, a sua higiene ou as suas brincadeiras. Ou melhor, nunca tinha sofrido, pois esta noite fui premiada com três horas de “mamã, anda cá”, “papá” e até um “Ruca” furioso.

 

Três horas de gritaria cá em casa que ecoaram pela madrugada dentro, sendo “ecoaram” a expressão mais adequada para descrever as emoções desencadeadas nos meus vizinhos. Tenho a certeza que noção de vítima que certeza assolou as mentes daqueles que comigo partilham este prédio se desvaneceu lá para a uma da manhã altura em que a gritaria ainda ia a meio.

 

“-Mas será que ela não faz nada”, ou “-Estamos f”#$%&!” devem ter sido ideias recorrentes e por isso catalisadoras do meu comportamento do dia de hoje – ermita e silencioso, como que para compensar a ausência de paz sonora nos oito andares do meu prédio.

 

Mais logo, quando “der as caras” e se for confrontada com algum comentário mais irónico sobre “a doença do pequenino” acho que minto e digo que ele tem uma otite. Assim não só justifico esta noite mal dormida como as próximas cinco, caso venham a existir.

 

Tenho vindo a aprender com as notícias!

 

publicado por Veruska às 14:47

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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

Sou uma grande ingénua... ou como será a vida política dos nossos governantes nos próximos dias

 

A música do momento, ou melhor a “música deste Verão” anda no ouvido de todos e a ser cantada também por todos.  Não há vivalma que oiça rádio enquanto conduz que não seja apanhado com trejeitos labiais que indiciam um “get lucky” modesto ou mesmo gritos pungentes acompanhados de vários abanos de cabeça. A batida fica no ouvido, a letra do refrão cola-se à nossa pele e o ritmo consegue sempre invadir o nosso corpo.

 

Apesar de ser uma amante das palavras, não tenho por hábito fixar-me no seu significado quando as canções possuem ritmos que impossibilitam a minha imobilidade quando as oiço. Já por várias vezes fui chamada à atenção por gritar refrões em público que de tão impróprios podem pôr a minha segurança em risco. Recordo com alguma saudade, sim admito-o, o “I’m horny…oh so, horny” muito em voga durante as minhas deambulações por Ibiza e… mais nada! Agora pensando bem, parece que não tenho mais aventuras com letras de canções.

 

Bem, passando à frente. Parece que a letra de Get Lucky é altamente sexual (de tal forma que vão ser lançados preservativos alusivos à canção):


     She's up all night 'til the sun

     I'm up all night to get some

    She's up all night for good fun

    I'm up all night to get lucky.

 

Eu pensaria que a senhora passaria a noite inteira acordada, com o intuito de se divertir enquanto o cavalheiro só quereria ter sorte (se calhar jogava bingo). Nas entrelinhas o texto diz-nos que a senhora está recetiva a atividade sexual e que o cavalheiro afinal não joga à roleta mas sim procura parceira para um envolvimento físico.

 

Obama também já canta a canção em versão rap e de certo que a sua Michelle estará muito feliz. Por cá, ontem Cavaco Silva também cantou “Queres ver que vais ter sorte” mas com algumas nuances. A batida foi um pouco menos “disco sound” e a letra também foi ligeiramente diferente. No entanto, não há dúvida de que muitos políticos vão passar as próximas noites acordados na esperança de ter sorte embora que para tal, provavelmente, muitos terão de se envolver em práticas de sodomia…política!

publicado por Veruska às 15:19

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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

A importância de um papel... ou como se resolveu um dos problemas deste governo

 

 

Esta tarde, Jorge Ritto e Manuel Abrantes conseguiram, finalmente, dar entrada no estabelecimento prisional da Carregueira a fim de cumprirem a pena a que tinham sido condenados.  Parece que não foi tarefa fácil. Existiram tarefas administrativas por cumprir, ou melhor, pelos vistos faltava um papel.

 

Já Miguel Relvas, hoje também, perdeu o papel de protagonista a que nos tinha habituado nos últimos tempos – demitiu-se de voz tremida e enaltecendo de forma velada a sua prestação no governo.  Dizem também que ele vai perder mais outro papel, o do diploma da sua licenciatura.

 

Quanto a mim, e como não gosto de ficar atrás dos mais mediáticos, não perdi um papel, mas sim recebi um. Mais concretamente, o “papel das férias”!

 

publicado por Veruska às 19:39

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Quarta-feira, 3 de Abril de 2013

Já não é um segredo...ou como o Brilhante Camarada garante o seu lugar na História

 

 

 

 

O povo da Coreia do Norte acredita que constitui a sociedade mais evoluída do planeta. Pensam que todos os países lhe prestam vassalagem e que até os navios de índole humanitária que chegam até eles o fazem como prova de agradecimento por parte nações estrangeiras. Porventura, também pensarão que os trabalhadores sul-coreanos que todos os dias se deslocam, ou deslocavam, a Kaesong para trabalhar são seres tristes, sofridos e com graves carências monetárias.

 

Já o Brilhante Camarada, talvez o único norte-coreano com excesso de peso do país (quiçá por possuir uma doença terrível que nada terá a ver com a abundância e opulência em que vive) protege o seu povo contra a força opressora dos inimigos (praticamente o Resto do Mundo) de forma a manter a imutabilidade do seu reino, tal como já tinham feito os seus antecessores que só por mera curiosidade foram o seu avó e pai.

 

Como obra feita, José Luís Peixoto, refere no seu livro Dentro do Segredo, os parafusos das máquinas muito bem pintados de vermelho, verde ou amarelo, a mestria revelada por uma senhora em tirar de uma caixa de plástico colheres de pó branco ou os pregos re-endireitados por um qualquer cidadão hábil no manejo do martelo. É certo que existem jardins e até parques de diversões no país e muitas outras coisas boas e características de sociedades desenvolvidas, mas pelo vistos estas não incluem a água corrente de qualidade aceitável.

 

Nos últimos dias, “a Coreia do Norte anunciou (…) que tem a intenção de reiniciar um reator nuclear desativado em 2007 e deu a entender que pode retomar o enriquecimento de urânio para fins militares”. Será que o Brilhante Camarada sabe que para levar a cabo esta tarefa é preciso muito mais do que fábricas de vidro ou fertilizantes que não laboram e cientistas que tresandam a figurantes de baixo nível?

publicado por Veruska às 14:57

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