Segunda-feira, 3 de Março de 2014

Ainda os Óscares... ou porque é que de repente me lembrei da Simara

 

Num tempo que já não consigo identificar e num programa de televisão cujo nome já não consigo recordar, vi um dia a Simara a atuar.  Não é que fosse uma sua fã ou especial admiradora, mas nessa altura a senhora granjeava de uma popularidade por muitos invejada pois tinha acumulado participações em reality shows – lembro-me do Big Brother e da performance em torno do nascimento da sua filha.

 

Nesse famigerado dia perto da hora do almoço, lá estava a senhora a cantar um dos seus sucessos, presumo. Não me recordo da canção que interpretava, do tema sobre que versava ou mesmo da mensagem que passava. Também não me lembro da indumentária, do penteado ou se estava gorda ou magra. A única coisa que jamais esqueci foi do seu calçado. A senhora usava umas chinelas pretas de tiras, de plataforma de “esferovite” tão comuns no Jumbo e semelhantes a umas que eu própria usava quando ia para a praia. Achei que tal acessório era totalmente inadequado. Alguém que granjeia de alguma popularidade devia ser um bom exemplo em tudo, inclusive na indumentária com que se apresenta.

 

Hoje ao ver as fotografias dos looks de algumas das estrelas na passadeira vermelha dos óscares, vi por várias vezes a foto de uma senhora com um fato em cetim azul cuja identificação desconhecia por completa até à pouco. O vestido não era grande coisa. A ausência do soutien não era uma boa escolha e a madeixa azul complementava bem o modelito, mas não era bonita. Mas sempre que era confrontada com tal retrato, a imagem de Simara não me saia da cabeça. Não é que a senhora tenha alguma parecença com ela, mas os sapatos que envergava pareciam-me também totalmente inadequados para a situação.

 

Depois de horas em pesquisas, leitura de textos e tentativa de ocupar o meu tempo livre, descubro que a lady in blue é Liza Minnelli. Não a reconheci e duvido que a tivesse reconhecido só de olhar para a foto. Realmente a senhora está bem de peles. A cara está harmoniosa, o olhar tem expressão e o pescoço nem parece mau. Mas não parece ela. Não parece nada ela. Ela não é a minha Liza Minnelli.

 

Talvez Liza Minnelli esteja a preparar um come back às lides artísticas ou pior, um come back a qualquer outra coisa. Só espero que não tenha uma saída à Simara, que nestes últimos anos tenho visto por aqui na Feira de Santa Iria, a dar consultas de qualquer coisa exotérica numa barraquinha no meio de tantas outras onde se vendem artigos de couro, esfregonas, cuecas, meias e outras inúmeras coisas.

 

publicado por Veruska às 14:32

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Domingo, 23 de Março de 2008

Um jantar requintado ... ou um reality show privado

Numa noite que se pretendia romântica, três mulheres e três homens fecharam-se numa casa rodeados por duas câmaras – uma de filmar e outra de fotografar. A decoração em tons de vermelho e rosa primava pelo bom gosto, as velas acesas criavam um ambiente intimista e a música que se ouvia embalava cada um dos protagonistas num sonho impossível de explicar.

 

A escolha dos intervenientes recaiu em três charmosas senhoras de grande inteligência e com atributos impossíveis de listar, em virtude do espaço disponível para este texto ser demasiado pequeno.  Já no que diz respeito aos cavalheiros, eles foram escolhidos após um complexo e rigoroso processo de selecção, que incluiu vários testes para avaliar a sua disponibilidade para o amor, a sua capacidade de escolha de um bom vinho, a sua habilidade para dançar ao som de ritmos latinos, o seu sentido de humor e a sua elevada resistência física a ingredientes que são tidos como afrodisíacos.

 

O menu requintado dessa noite incluía vários alimentos cujas propriedades levavam ao despertar de sentidos e de emoções há já muito tempo adormecidas: o gengibre, os coentros, as nozes, a pimenta, o chocolate, a canela…É de salientar desde já um pequeno erro de casting – uma das intervenientes não tolerava o sabor ou aroma da pimenta, canela ou mesmo de especiarias mais exóticas. Caso tal evento se tratasse de uma experiência científica e não de uma mera confraternização, facilmente se teria explicado a razão pela qual tal senhora não esteja, actualmente, envolvida romanticamente com qualquer cavalheiro…

 

Tal como em qualquer reality show não existia um roteiro definido e pretendia-se apenas que cada um dos protagonistas mostrasse a “vida como ela é”.  Assim sendo, logo desde o início tudo correu como previsto. Quem tinha tido um dia agitado e com muitos compromissos foi pontual, quem morava mais perto e não tinha tido nada para fazer chegaria atrasado.  A anfitriã recebia cada um que chegava com um sorriso de tamanho imensurável e alegria genuína. Logo nos primeiros minutos a inibição provocada pela presença das câmaras desapareceu e já ninguém sentia que elas estavam lá.

 

As garrafas de vinho foram-se alinhando e como de surpresa só se pretendia o conteúdo das cartas de amor, cada protagonista foi lendo a brochura informativa, sobre os efeitos físicos que poderia experienciar após a degustação de tão afrodisíaco manjar. Esses efeitos incluíam a estimulação do sistema circulatório, o aumento na produção de sémen, o aumento do desejo, a irritação dos órgãos genitais e da região urinária e o aumento da sensação de bem-estar. Sentiu-se desde logo um pequeno desconforto: tratava-se de uma quinta-feira e no dia seguinte todos teriam de acordar cedo para ir trabalhar; dormir sozinho sob o efeito de tão poderosos ingredientes poderia levar a “baixa médica” por período indeterminado.

 

Após o jantar, e dando cumprimento à tradição associada ao Dia de São Valentim, foram trocadas cartas de amor. Todos ficaram emocionados e logo surgiram os agradecimentos e carinhos.  Para que tudo terminasse da melhor forma possível, de imediato o espaço se transformou e a banda sonora também.  A música de inspiração latina soava e dois casais resolviam arriscar na salsa, na bachata e até no tango. Quem não dançava registava em fotografia ou em filme tudo o que acontecia.

 

 

Como notas negativas ficam o desconforto que sente quando se permanece por longos períodos de tempo em ambientes pouco iluminados e a dificuldade que a anfitriã teria em fintar a vizinha do andar de baixo nos dias que se seguiriam, com medo que esta se tornasse violenta depois de ter tido dificuldade em dormir nessa noite.

 

No dia seguinte todos acordaram bem dispostos e com vontade de repetir este formato audiovisual apesar de este não contemplar um prémio final em dinheiro, tão usual em outros “reality show’s”. Na sequência deste evento, saiu mesmo a intenção de declarar o dia 14 de Fevereiro não só o Dia dos Namorados mas também o Dia dos Encalhados.

 

publicado por Veruska às 10:40

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